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sexta-feira, 11 de julho de 2014

INDUSTRIA DE ARMAMENTOS AGRADECE ISRAEL POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE




Extrema direita israelense usa como chantagem emocional o Holocausto da II Guerra Mundial para desrespeitar os direitos humanos com as constantes incursões contra os palestinos

Mário Augusto Jakobskind
É lamentável o que está ocorrendo na Faixa de Gaza. Alguns analistas atribuem à fúria Israelense a dupla troglodita política Benjamin Netanyahu e o chanceler Avigdor Lieberman, que em função das próximas eleições querem consolidar a imagem de falcões intransigentes. E a indústria da morte, ou seja, de armamentos agradece penhoradamente pelo fato de estar mais uma vez obtendo lucros com os acontecimentos


Os dois mencionados fazem escola em Israel. Para se ter uma ideia, os novos bombardeios que destruíram a sede do Hamas ocorreram algumas horas após o ministro do Interior de Israel de Netanyahu, Eli Yishai, dizer, que “o objetivo da operação é enviar Gaza de volta à Idade Média”.
Esta gente criminosa deve ser responsabilizada pelas mortes de civis em bombardeios que não alcançam o objetivo proposto, ou seja, destruir a infraestrutura do Hamas. Em 2008 foram 1.400 palestinos mortos pela fúria extremista israelense. Até agora os recentes bombardeios em Gaza, em resposta desproporcional aos foguetes de autodefesa palestina lançados contra Israel, mataram mais de 100.
O governo dos Estados Unidos, cujo presidente deu o sinal verde para a atual operação militar também tem responsabilidade nos acontecimentos.

Leia também

Netanyahu deveria ser julgado por um Tribunal Penal Internacional pela violação da legislação internacional. É figura perniciosa para a humanidade e gerador de sentimento antijudaico pelo mundo afora. Ele se enquadra na condição de discípulo de Adolf Hitler.


Aliás, é importante conhecer a opinião de Norman Finkelstein, professor e cientista político estadunidense, que perdeu os pais em campos concentração nazistas na II Guerra Mundial. Além de se solidarizar amplamente com os palestinos, Finkelstein enfatizou, em palestra numa universidade norte-americana, que como filho de vítimas do nazismo não pode silenciar diante das atrocidades de Israel para com os palestinos.
É importante mencioná-lo neste momento em que a extrema direita israelense usa como chantagem emocional o Holocausto da II Guerra Mundial para desrespeitar os direitos humanos com as constantes incursões contra os palestinos.
Como jornalista e cidadão brasileiro que também perdeu familiares em campos de concentração nazistas durante a II Guerra Mundial na Polônia, subscrevo a reflexão de Norman Finkelstein.

Muito correto o posicionamento da Presidenta Dilma Rousseff ao cobrar uma ação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas na questão de Gaza. Na verdade, sempre que o Conselho precisa se posicionar em relação ao Oriente Médio há omissão. E quando se trata de uma condenação de Israel, os Estados Unidos exercem o seu poder de veto, impedindo que sejam adotadas medidas concretas para impedir o prosseguimento de violações dos direitos humanos.
Rede Democrática
http://www.pragmatismopolitico.com.br/
Fotos agregadas por Aline Castro

terça-feira, 16 de abril de 2013

UNASUL DEVE BARRAR GOLPE NA VENEZUELA


Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:




Em abril de 2002, eu estava em Valencia, no Estado Carabobo, na Venezuela. De lá, acompanhei, passo a passo, os preparativos para a tentativa de golpe que teve como saldo dezenas de mortos e centenas de feridos.

2013. O candidato oposicionista Henrique Capriles está convocando manifestações de seus partidários contra o resultado eleitoral que lhe foi adverso. Os partidários do presidente Nicolás Maduro também se preparam para ir às ruas.
Em 2002, duas manifestações antagônicas (chavistas e antichavistas) se encontraram na Ponte Llaguno, em Caracas. O saldo do encontro das duas marchas: 18 mortos e centenas de feridos.

Enquanto os manifestantes de lado a lado caminhavam para a Ponte Llaguno, as televisões RCTV, Globovisión, Venevisión e outros veículos oposicionistas instigavam os antichavistas a continuarem marchando até o Palácio presidencial de Miraflores.

Pouco antes do golpe, eu estava na Venezuela havia duas semanas, a trabalho. Um cliente antichavista filiado ao partido Acción Democrática me convidara a ir com ele a uma reunião de seu partido com o partido Copei e com sindicatos.

Durante a reunião, foi abordado do golpe até o assassinato de Hugo Chávez.

Parti da Venezuela antes das 47 horas da tentativa de golpe e da retomada do poder pelos chavistas, mas vi clima de confrontação entre governistas e oposicionsitas que precedeu a tentativa de golpe e que em tudo se assemelha ao que se está vendo hoje.

Por conta disso que no post de segunda-feira já previ o agravamento da situação política, pois estou vendo tudo ocorrer de novo como se fosse um filme.

Chefes das forças armadas venezuelanas leais a Chávez, tal como hoje, também garantiram apoio ao governo, mas as articulações oposicionistas cooptaram parte daquelas forças militares e o golpe ocorreu – Chávez foi sequestrado por militares.

Ontem (segunda-feira), o governo dos Estados Unidos recusou-se a reconhecer a vitória de Maduro, em perfeita consonância com a retórica incendiária de Capriles, tal como em 2002, quando a potência hegemônica também ajudou a inflar a guerra retórica de parte a parte que se está vendo.

Quem conhece a Venezuela como este que escreve, está experimentando um legítimo déjà vu. A escalada retórica de parte a parte (governo e oposição), as declarações do Departamento de Estado norte-americano… Tudo igual.

A Unasul foi criada justamente pensando em situações como a que se está assistindo. Só que está demorando demais a se manifestar. Confiar cem por cento no espírito legalista das forças armadas venezuelanas será um erro igual ao de 2002.

Capriles, na noite de domingo, reuniu-se com militares. As manifestações de rua oposicionistas estão sendo armadas de novo. Os EUA estão tomando partido abertamente de novo. A Espanha, idem. É preciso dizer mais?

Os países aliados da Venezuela parecem ter se esquecido da velocidade do golpismo naquele país. Após o golpe, não adiantará nada se reunirem e darem declarações. Nesse ritmo, acontecerá exatamente o mesmo que em Honduras, quando a Unasul não serviu para nada.

O tempo urge. O golpe está em processo. Maduro até já disse isso.

Informações oficiais transmitidas pela rede estatal de televisão venezuelana Telesur aludem a choques violentos, tiroteios, incêndios de carros, casas e até a mortes. A imprensa brasileira não diz um A, está deliberadamente ocultando os fatos.

Na noite de domingo, eu disse no Twitter que temia o surto de violência que acabou ocorrendo. Os choques de oposicionistas com a polícia, os incêndios dos quais as imagens já se espalham, os tiroteios…



Nada disso é aceitável. Uma vitória por pequena margem não é motivo para a oposição venezuelana agir assim. Que vá batalhar nos tribunais, não nas ruas.

A Unasul deve agir de acordo à sua carta constitutiva. Os países filiados devem sustentar o regime venezuelano POR TODOS OS MEIOS PREVISTOS. O sangue que pode voltar a ser derramado será responsabilidade dos omissos.

Depois da Venezuela, quem será? Argentina? Bolívia? Equador? Brasil?

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Franco habla de Chávez: entre la muerte y el odio (Atílio A.Borón)



Mala suerte la del Paraguay. 
Un país de gente tan noble sometida a la insaciable voracidad de propios y ajenos. Salvajemente castigado por sus vecinos en la Guerra de la Triple Alianza (1864-1870) y saqueado hasta lo indecible por su clase dominante desde entonces, tiene para colmo la desgracia de contar con un personaje como Federico Franco como usurpador de la primera magistratura del país. Este personaje –mezquino e insignificante- instalado en la presidencia por una criminal conspiración utilizada como pretexto para desalojar a Fernando Lugo, declaró días atrás durante su visita a España que “es un milagro que el señor Chávez desapareciera de la faz de la tierra porque le hizo mucho daño a mi país”. En su incontenible vómito verbal dijo también que Chávez dio “protección” a miembros del Ejército Paraguayo del Pueblo (EPP) y en ese sentido responsabilizó al mandatario fallecido “del secuestro y la muerte” causada por el grupo guerrillero. Fiel a su condición de simple mandadero del imperio y de la mafia de narcos y contrabandistas que se apoderó de su país, Franco invitó a los empresarios españoles a invertir en el Paraguay, garantizándoles que si así lo hacían sus ganancias serían tan fenomenales que tendrían que “llevarse el dinero en carretilla”. Habrá sido por eso que Mariano Rajoy, Presidente del Gobierno de España y un hombre que por lo visto no tiene demasiadas preocupaciones, consideró que era del todo apropiado subir la foto de su reunión con Franco en su cuenta de Twitter.
      Pero la bajeza moral del usurpador quedó retratada en toda su miserabilidad cuando manifestó, al terminar sus declaraciones, que “ni me arrepiento ni me avergüenzo de haber obtenido la presidencia en esas condiciones.” ¡Claro que no! El arrepentimiento y la vergüenza son atributos de quienes poseen un cierto espesor moral que Franco no tiene como tampoco lo tienen sus mandantes: la “embajada”, a la cual solicitó una vez tomada por asalto la Presidencia el reforzamiento de las tropas norteamericanas acantonadas en las bases de Mariscal Estigarribia y Pedro Juan Caballero. Franco, presidente ilegítimo e ilegal si los hay, es no sólo hijo putativo de la “embajada” sino también de  Cargill, Monsanto, la minera de aluminio Río Tinto, la oligarquía local y los latifundistas “brasiguayos”.  La oscura trama en torno al misterioso Ejército Paraguayo del Pueblo –una de las artimañas más elementales utilizadas por la CIA para desestabilizar gobiernos que no son del agrado del imperio: inventar un pseudo grupo guerrillero y acusar de complicidad con él a algún enemigo a quien se quiera perjudicar- ha quedado al descubierto en los meses recientes. A raíz de ello el Comité de Derechos Humanos de las Naciones Unidas exigió, el pasado 29 de Marzo,  que la Justicia paraguaya realice una “investigación inmediata, independiente e imparcial de la muerte de 17 personas con ocasión del allanamiento de Curuguaty, el 15 de junio de 2012, así como todos los hechos vinculados que han sido denunciados por las víctimas.” Prominente entre lo que la Comisión denomina como “hechos vinculados” fue la posterior “destitución express” del Presidente Fernando Lugo, para la cual los sangrientos sucesos de Curuguaty aportaron el necesario pretexto. El Comité también manifestó su preocupación  “por las alegaciones de importantes irregularidades del Ministerio Público, la judicatura y las fuerzas de seguridad en el caso”, así como la “falta de imparcialidad e independencia en los procesos de investigación”.

                                                                    foto agregada por ALINE CASTRO

    Por esto y muchas cosas más Franco descenderá a la historia sentado a la diestra de su homónimo español, el sanguinario “caudillo de España por la gracia de Dios” y uno de los que, como todos los fascistas españoles, gritaban “viva la muerte.” Representante genuino de la derecha más primitiva y corrupta de Sudamérica, Franco es la expresión política de una banda a la cual le queda grande el nombre de oligarquía. La palabra “cleptocracia” transmite con más rigor la naturaleza de ese impresentable conjunto de rufianes que construyeron sus grandes fortunas desangrando al país bajo la protección del dictador Alfredo Stroessner. Este organizó el saqueo de las tierras fiscales, el contrabando en gran escala y el tráfico de droga y de personas, con la abierta complicidad de sucesivos gobiernos de Estados Unidos, Israel y Taiwán, sumiendo a la población en el atraso, la ignorancia y la extrema pobreza. Mentiroso sin escrúpulo alguno, Franco acusa a Chávez de haberle hecho daño al Paraguay: debe ser porque incorporó a este país al programa de abastecimiento preferencial de petróleo bajo muy favorables condiciones de precio y largos plazos de pago, por debajo de los que rigen en el mercado petrolero mundial. Para Franco la generosidad de Chávez causó un daño enorme a los paraguayos. Es más: el líder bolivariano persistió en su “maldad” y por solidaridad con el pueblo paraguayo mantuvo esta política aún después del golpe de estado, para cancelarla definitivamente una vez que los continuos insultos, calumnias y falsas denuncias de este bufón de opereta hicieron insostenible su mantenimiento. Este desecho moral es quien celebró como un venturoso milagro la desaparición física de Chávez. ¡Pobre Franco! Mientras su ineluctable destino será pudrirse en su tumba, olvidado y despreciado por su propio pueblo, Chávez tiene su lugar en la galería de los grandes patriotas de América Latina y el Caribe y en el corazón de los oprimidos de todo el mundo.
http://prensabolivariana
                                                   
                                                                      foro agregada por ALINE CASTRO

segunda-feira, 18 de março de 2013

USAID Y SU PLAN PARA ACABAR CON EL GOBIERNO CHÁVEZ : "Passo a passo, o plano da Usaid para acabar com o governo Chávez"


                                              



Documento secreto do WikiLeaks detalha como o embaixador William Brownfield planejava acabar com o chavismo
18/03/2013                                           

Natalia Viana e Luiza Bodenmuller,
 Após o fracasso do golpe contra Hugo Chávez em 2002, a embaixada estadunidense em Caracas resolveu tomar para si a tarefa de reorganizar a oposição venezuelana, apostando em uma estratégia de longo prazo que minaria o poder do governo. Em agosto de 2004, mesmo mês do referendo revocatório promovido pela oposição com amplo apoio da missão estadunidense, o texano William Brownfield chegou a Caracas, nomeado por George W. Bush, para assumir o posto de embaixador no país. Pragmático e sucinto, William Brownfield (foto abaixo) elaborou um plano de 5 pontos para acabar com o chavismo em médio prazo, como revela um documento do WikiLeaks analisado pela Agência Pública.
O documento secreto, enviado por Brownfield a Washington em 9 de novembro de 2006, relembra as diretrizes traçadas dois anos antes. “O foco da estratégia é: 1) Fortalecer instituições democráticas, 2) Infiltrar-se na base política de Chávez, 3) Dividir o Chavismo, 4) Proteger negócios vitais para os EUA, e 5) Isolar Chávez internacionalmente”, escreveu Brownfield, hoje secretário anti-narcóticos do Departamento de Estado – órgão que cuida do treinamento de forças policiais estrangeiras pelos EUA, incluindo em dezenas de países latino-americanos.


Entre 2004 e 2006, a Usaid (Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional) realizou diversas ações para levar adiante a estratégia divisada por Brownfield, doando nada menos de US$ 15 milhões a mais de 300 organizações da sociedade civil. A Usaid, através do seu Escritório de Iniciativas de Transição (OTI) – criado dois meses depois do fracassado golpe – deu assistência técnica e capacitação às organizações e colocou-as em contato com movimentos internacionais. Além disso, explica o documento, “desde a chegada da OTI foram formadas 39 organizações com foco em advocacy (convencimento); muitas dessas organizações são resultado direto dos programas e financiamentos da OTI”.
Um dos principais objetivos da Usaid era levar casos de violações de direitos humanos para a corte interamericana de Direitos Humanos com o objetivo de obter condenações e minar a credibilidade internacional do governo venezuelano. Foi o que fez, segundo o relato do ex-embaixador, o Observatório das Prisões Venezuelanas, que conseguiu que a Corte emitisse uma decisão requerendo medidas especiais para resolver as violações de direitos humanos na prisão ‘La Pica’, no leste do país. Outra organização, a “Human Rights Lawyers Network in Bolivar State” (rede de advogados de direitos humanos no estado de Bolívar), apresentou à Corte Internacional um caso de massacre de 12 mineiros pelo exército Venezuelano no estado de Bolívar. O grupo foi criado, segundo Brownfield, “a partir do programa da Freedom House, e um financiamento da DAI distribui pequenas bolsas no programa”.

A empresa DAI – Development Alternatives Inc – foi de 2004 a 2009 a principal gerente da verba da Usaid no país, tendo distribuído milhões de dólares a diversas organizações a partir da estratégia do governo norte-americano.
Ela desembolsou, por exemplo, US$ 726 mil em 22 bolsas para organizações de direitos humanos, segundo o documento do WikiLeaks. Também ajudou a criar o Centro de Direitos Humanos da Universidade Central da Venezuela. “Eles têm tido sucesso em chamar a atenção para o Direito de Cooperação Internacional e à situação dos direitos humanos na Venezuela, como uma voz nacional e internacional”, explica o texano Brownfield no despacho diplomático.
Outras áreas nas quais financiamento para ONGs ajudaria a concretizar a estratégia americana incluíam tentativas de neutralizar o “mecanismo de controle Chavista”, que utiliza “vocabulário democrático” para apoiar a ideologia revolucionária bolivariana, nas palavras do diplomata. “A OTI tem lutado contra isso através de um programa de educação cívica chamado ‘Democracia entre nós’, cujo princípio era ensinar ao povo venezuelano o que, de fato, significava democracia. Programas educacionais dirigidos, como tolerância política, participação e direitos humanos já atingiram mais de 600 mil pessoas”, diz o documento.

Dividindo o chavismo
William Brownfield - Foto: Wikicommons
Em seguida, o documento detalha as estratégias para “dividir o chavismo”, baseadas na concepção de que Chávez tentava “polarizar a sociedade venezuelana usando uma retórica de ódio e violência”. O remédio, na cabeça de Brownfield, seria dar auxílio a ONGs locais que trabalham em “fortalezas Chavistas” e com os “líderes Chavistas” para “contra-atacar a retórica” e “promover alianças”. Os esforços da Usaid neste sentido custaram US$ 1,1 milhão para atingir 238 mil pessoas em mais de 3 mil fóruns, workshops e sessões de treinamento, “transmitindo valores alternativos e dando oportunidade a ativistas de oposição de interagirem com Chavistas, obtendo o desejado efeito de tirá-los lentamente do Chavismo”.
Exemplos são o grupo “Visor Participativo” composto por 34 ONGs formadas e supervisionadas pela OTI, para trabalhar no fortalecimento das municipalidades. “Enquanto Chávez tenta recentralizar o país, a OTI, através do Visor, está apoiando a descentralização”, escreve Brownfield.
Outra iniciativa, a custo superior a US$ 1,2 milhões, promoveu a criação de 54 projetos sociais em toda a Venezuela “permitindo visitas do Embaixador a áreas pobres do país e demonstrando a preocupação do governo dos EUA com o povo venezuelano”, detalha Brownfield. “Esse programa confunde os bolivarianos e atrasa a tentativa de Chávez usar os EUA como um ‘inimigo unificador’”.
Com o objetivo de “isolar Chávez internacionalmente”, o embaixador gaba-se de que a USAID, através das ONG americana Freedom House, financiou viagens de membros de organizações de direitos humanos da Venezuela ao México, Guatemala, Peru, Chile, Argentina, Costa Rica e Washington. “Além disso, o DAI trouxe dezenas de líderes internacionais à Venezuela e também professores universitários, membros de ONGs e líderes políticos para participarem de workshops e seminários, para que eles voltassem aos seus países de origem entendendo melhor a realidade da Venezuela, tornando-se fortes aliados da oposição venezuelana”.
Brownfield termina o documento, escrito em 2006, com um alerta: “Chávez deve vencer a eleição presidencial de 3 de dezembro e a OTI espera que a atmosfera para o trabalho na Venezuela se torne mais complicada”. De fato, o embaixador saiu do país no ano seguinte, assumindo o mesmo posto na Colômbia antes de ser designado pelo governo Obama para cuidar de cooperação policial com outros países.
                                            Foto: Departamento de Estado dos EUA
Antes de Brownfield assumir a política dos EUA para a Venezuela o escritório de Iniciativas de Transição (OTI) focava sua atuação no fortalecimento dos partidos políticos de oposição – como mostra outro documento do WikiLeaks, de 13 de julho de 2004 – incluindo um projeto de US$ 550 mil destinado a promover consultorias de especialistas latino-americanos em liderança política e estratégia aos partidos, e um projeto de US$ 450 com o International Republican Institute (IRI) – do Partido Republicano - para treinar os partidos de oposição a “delinear, planejar e executar campanhas eleitorais” em “escolas de treinamento de campanha”.
Em 2010, sob crescente pressão do governo venezuelano, o escritório da OTI no país foi fechado, e suas funções foram transferidas para o escritório para América Latina e Caribe da Usaid.
O documento pode ser lido na íntegra aqui.
"S E C R E T SECTION 01 OF 04 CARACAS 003356" 
SIPDIS
HQSOUTHCOM ALSO FOR POLAD DEPT PASS TO AID/OTI RPORTER E.O. 12958: DECL: 11/02/2026 TAGS: PGOV, PREL, PHUM, VE SUBJECT: USAID/OTI PROGRAMMATIC SUPPORT FOR COUNTRY TEAM 5 POINT STRATEGY CARACAS 00003356 001.2 OF 004 Classified By: Robert Downes, Political Counselor, for Reason 1.4(d).

http://www.brasildefato.com.br/node/12359

VIDEO DESDE LA UNIVERSIDAD DE OXFORD, en defensa de HUGO CHÁVEZ : "Como destruir um alienado em 1000 pedaços"





Publicado em 11/03/2013
George Galloway on Gay Rights and Hugo Chavez | Oxford Union
Gerge Galloway falando sobre Direito dos Gayz e Hugo Chavez
Fonte: Rede Esgoto de Televisão :https://www.facebook.com/redeesgotode...

domingo, 10 de março de 2013

ALLARD / Los asesinos de Chávez tienen nombres y apellidos





imagem agregada por ALINE CASTRO
JEAN-GUY ALLARD –
 La orden de “matar” a Chávez fue dada públicamente el 17 de noviembre del 2010 por el congresista norteamericano Connie Mack que se hacía entonces el portavoz de la ultraderecha más recia de la Florida – liderada por la representante ultraderechista Ileana Ros-Lehtinen, asociada a la mafia cubanoamericana de Miami responsable de innumerables intentos de asesinato contra el líder cubano Fidel Castro.
Esta exhortación a asesinar al líder bolivariano y presidente venezolano Hugo Chávez fue proferida ante cientos de testigos  por  Mack en el Capitolio de Washington ante participantes a una cumbre fascista, organizada específicamente con el propósito de derrocar a Chávez.
conniemack
                                         El congresista Mack ha perdido su escaño en noviembre de 2012.
El discurso del (ahora ex) representante confirma claramente la existencia de un complot con este propósito urdido por la ultraderecha venezolana bajo la tutela de los servicios de inteligencia norteamericanos que la orientan y con la complicidad de la mafia cubanoamericana.
La intervención asesina, se hizo en pleno Capitolio de Washington mientras Mack dirigía el encuentro denominado “Peligro en los Andes” junto con Otto Reich, Ileana Ros-Lehtinen y Roger Noriega.
En aquel momento, el presidente Chávez, denunció la existencia de un plan en su contra en el que grupos de la extrema derecha venezolana tienen recolectado “100 millones de dólares para pagarlos a quien logre asesinarlo”. Según un reporte de la cadena internacional TeleSUR, Chávez designó entonces al presidente de la televisora privada Globovisión, Guillermo Zuluaga, prófugo de la justicia venezolana y albergado en Miami por el Departamento de Estado, como jefe de la conspiración.

Evo: si algo pasa a Chávez, el responsable será este congresista
Las palabras de Mack  donde sugirió expresamente atentar contra el mandatario venezolano, fueron luego señaladas por el Presidente boliviano Evo Morales, al dar inicio a la IX Conferencia Internacional de Ministros de Defensa de las Américas que se desarrollaba en Bolivia en estos días.
“Yo diría, este congresista (Mack), ya es un asesino confeso o un conspirador confeso del hermano presidente de Venezuela, Hugo Chavez, si algo pasa con la vida de Hugo Chávez, el único responsable será este congresista de Estados Unidos”, declaró el mandatario.
Las palabras de Connie Mack, identificado a los cabecillas más recalcitrantes de la mafia cubanogringa de Miami, eran una “luz verde” a cualquier tipo de proyecto asesino contra la vida del líder de la Revolución bolivariana, asegura un especialista que insistió para conservar el anonimato.
El foro de corte neonazi se desarrolló bajo los auspicios del Congreso y tuvo como estrella la congresista cubanoamericana, entonces  designada por su partido como capo del tema política extranjera en la Camara de Representantes, con Connie Mack de brazo derecho para América Latina – puestos que ocuparon hace poco.
Unas semanas después del foro antichavista,  Mack reiteró su propuesta que EE.UU. incluya  a Venezuela en su infame “lista de países patrocinadores del terrorismo” y propuso un embargo pleno a ese país ante la Conferencia Conservadora de Acción Política (CPAC), una reunión que sirve a los potenciales aspirantes a las candidatura republicana para medir sus apoyos,
 Mack dedicó prácticamente todo su discurso a Chávez, al que calificó de “matóncrata” (sic) al “recurrir a armas” como “la opresión, agresión, el terrorismo y las drogas” para “destruir la libertad y la democracia en Latinoamérica”.
Según un reporte de la cadena internacional TeleSUR, Chávez designó al presidente de la televisora privada Globovisión, Guillermo Zuluaga, prófugo de la justicia venezolana y albergado en Miami por el Departamento de Estado, como jefe de la conspiración.
El golpista Zuloaga fue uno de los “ponentes” más visibles del foro neofascista de Washington.
“El dueño de ese  canal de televisión (Globovisión) que es prófugo de la justicia, se da el tupé de ir al  Congreso de EE.UU. a despotricar de su país de su Gobierno y de este presidente”, dijo ent6nces Chávez.
La mafia cubanoamericana asociada a la CIA  fue  parte de la conspiración del asesinato de John F. Kennedy. Su mano se vió hasta recientemente en el intento de magnicidio contra Evo Morales en Santa Cruz, en el 2009, el contra Rafael Correa en el 2010 y en el golpe fascista de Honduras que llevo al poder Roberto Micheletti.
Los intentos de asesinato contra el líder cubano Fidel Castro fueron  todos urdidos desde Miami con la complicidad de la CIA, y con sicarios, tales como Luis Posada Carriles, Orlando Bosch, Guillermo Novo Sampol, Pedro Remón, Gaspar Jiménez, Armando Valladares. Salvo el fallecido Bosch, todos siguen viviendo en EEUU, con la protección absoluta del Gobierno de los EEUU, y apoyan hoy activamente a conspiradores de los países atacados y difamados  por las más altas autoridades de este país.

Ros-Lehtinen, antisocialista y ferviente sionista
Una semana después del arresto en Caracas, en julio 2011, del terrorista salvadoreño Francisco Chávez Abarca, la congresista republicana Ileana Ros-Lehtinen  participó  en un evento  organizado por grupos venezolanos golpistas bajo control de la CIA – Independent Venezuelan American Citizens (IVAC), y Venezolanos Presos Poliíticos en el Exilio (Veppex), al lado de  Patricia Poleo, sospechada de complicidad en el asesinato del fiscal venezolano Danilo Anderson, y del ex militar prófugo José Antonio Colina, responsable de atentados contra oficinas diplomáticas ocurridos en Caracas en el 2003.
La presencia de Ros-Lehtinen al lado de partidarios del uso del terror contra la Revolución Bolivariana no tenía por qué sorprender: la representante republicana asistió el 6 de abril de 2008 a una reunión pública convocada por una organización terrorista de Miami vinculada a la CIA, donde estuvo presente el terrorista internacional Luis Posada Carriles cuyo “fondo de defensa” aceptó presidir.
Llama poderosamente la atención que, entre sus manifestaciones de apoyo sus ataques sucios contra el Presidente Hugo Chávez que permanecen después de su fallecimiento y su acostumbrada retórica contra Cuba, Ros-Lehtinen cuida como si fueran suyos los intereses de Israel que defiende hasta en sus acciones más crueles.
La representante consagra mucha energía en el Congreso no solo a la defensa de Israel sino del conjunto de los intereses estadounidenses y geopolíticos de este estado, en apoyo a los 4 000 lobbyistas pro-israelíes con que cuenta Washington.
Sin lugar a dudas, el proselitismo sionista incansable de Ros-Lehtinen, sus numerosos viajes a Israel y el control que tomo del tema medio oriente en el Comité de Ralaciones Exteriores de la Camara Baja revelan que ejecuta fielmente tareas orientadas por la inteligencia israelí, Algo muy preocupante, considerando su siniestra fama.
Recordarse que el 25 de julio de 2004, en pleno debate sobre el referéndum revocatorio, el fallecido ex presidente Carlos Andrés Pérez, cuyos lazos con la inteligencia norteamericana han sido demostrado, en una entrevista publicada en El Nacional, diario de Caracas, no dudó en confesar: “Estoy trabajando para sacar a Chávez [del poder]. La violencia nos permitirá sacarlo. Chávez debe morir como un perro.”
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TWITTER:  @AllardJeanGuy

sábado, 9 de março de 2013

Lo que Obama debe saber sobre Chávez


                                                                                agregado por ALINE CASTRO




Iroel Sánchez
El presidente Hugo Chávez entrega a Barack Obama el libro Las venas abiertas de América Latina en Trinidad y Tobago. Parece que Obama no lo ha leído.
El presidente Hugo Chávez entrega a Barack Obama el libro Las venas abiertas de América Latina en Trinidad y Tobago. Parece que Obama no lo ha leído.
La muerte del presidente venezolano Hugo Chávez ha concitado profundas muestras de dolor en su pueblo, líderes de muchos países y de las más diversas posiciones ideológicas han expresado su conmoción por el desenlace fatal  de su salud luego de un largo batallar contra la enfermedad.
En América Latina todos han señalado admiración y respeto hacia el líder bolivariano. Alguien tan alejado de compartir sus ideas, como el presidente chileno Sebastián Piñera, expresó: “Sin duda que teníamos diferencias, pero siempre supe apreciar la fuerza y el compromiso con la que el presidente Chávez luchaba por sus ideas. Quiero decir que él fue un hombre profundamente comprometido con la integración de América Latina”.
La prensa que mintió sistemáticamente sobre él, su obra y su país, y que trató de convertir su salud en materia para la desestabilización de Venezuela, no ha tenido la decencia de detenerse ante su muerte para ofender su memoria, insultar sus políticas y sobre todo fomentar la división y confusión entre el pueblo venezolano y sus líderes.
¿Por qué?
Basta mirar catorce años atrás, cuando el 2 de febrero de 1999 tomó posesión como Presidente de Venezuela, para comprenderlo. Un pueblo desencantado con los políticos tradicionales, mil veces engañado, empobrecido en un país riquísimo, lo había elegido para cambiar su suerte. Chávez cambió el destino de millones de venezolanos, no con políticas “populistas”, como gusta decir la prensa internacional, sino con transformaciones sociales profundas. Soluciones para el acceso de todos a servicios básicos como la salud, la educación, la alimentación y la vivienda, base de un “estado de bienestar” que ahora mismo es barrido en Europa, fueron implementadas por él en la tierra de Bolívar. Sus triunfos elección tras elección, derrotando la alianza de los medios de comunicación, la oligarquía nacional que lucraba con la riqueza petrolera -ahora al servicio de las mayorías- y el gobierno de Estados Unidos, prueban que empoderó a las bases sociales del proceso que encabezó más allá de las coyunturas. Será muy difícil arrebatar a los pobres de Venezuela lo que él les demostró que les pertenece.
Cuando llegó al poder, Estados Unidos seducía a los líderes latinoamericanos con el ALCA, un proyecto de anexión económica que él descarriló para siempre. En el orden internacional, el líder bolivariano convirtió a Venezuela en el motor de la integración latinoamericana, pospuesta durante siglos, junto a Fidel fundó la Alianza Bolivariana para los pueblos de Nuestra América (ALBA), fue decisivo en la creación de la Comunidad de Estados de Latinoamérica (CELAC) y de la UNASUR, además de refundar la Organización de Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Su papel en la Cumbre de Copenhague sobreCambio Climático fue decisivo para evitar la imposición desde el Norte de una rendición de los gobiernos del Tercer Mundo en este tema que sería catastrófica para el futuro de la humanidad.
Chávez dio voz a los pueblos en cuanto foro internacional  intervino, como Fidel, convirtió en derechos para muchos en el mundo lo que quedaba en promesas siempre incumplidas, por eso es tan querido y, a la vez, tan odiado. Por eso el gobierno de Estados Unidos ha hecho lo indecible por derrocarlo, como demuestran los documentos recientemente revelados por Wikileaks.
“A medida que Venezuela inicia un nuevo capítulo de su historia, Estados Unidos permanece comprometido con políticas que promueven los principios democráticos, el imperio de la ley y el respeto por los derechos humanos”, ha dicho el presidente estadounidense Barack Obama a propósito del fallecimiento del líder venezolano, ignorando que el “nuevo capítulo” lo inició Chávez cuando el 4 de febrero de 1992 insurreccionó contra las oligarquías que Washington impuso al frente de nuestros países. El jefe de los asesinatos con drones, el mantenedor del antidemocrático bloqueo a Cuba, el violador  de leyes que mantuvo años en prisión sin juicio a Bradley Manning, debería saber que la historia no volverá atrás. En Latinoamérica, en gran medida gracias a lo que hizo Hugo Chávez, ya no importa tanto lo que en Washington se diga. 
(Publicado enCubAhora)
http://lapupilainsomne.wordpress.com

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Kissinger y el Plan Cóndor


   


Esta publicación  hace parte de la MEMÓRIA de LATINO AMÉRICA y por tal motivo es necesária su lectura en los  tiempos actuales .     


                 Latino América vive hoy ,  por determinación de los pueblos que aqui vivimos  -  tanbién por las políticas de estado de gobernantes "progresistas" -   la profundización de relaciones multilaterales entre los países  constituyentes de esto gigante pluricultural.

                 Hace pócas décadas nuestros países han sufrido  en conjunto - de las manos fuertes de dictaduras asesinas -  lo que con tristeza recordamos como desgraciados  "años de plumbo". 
                Tales echos  no se pueden analisar sino bajo la descubierta  (documentos desclasificados) de sus enlaces con los intereses internacionales que los han concebido, los han organizado , los han sostenido  logística,  financera y bélicamente .
               Tales "intereses internacionales" - naturalmente contrários  a los intereses y derechos  de nuestros pueblos -  se presentan , hoy día,  más sutilmente disfrazados en la mayoria de nuestros países.      Suelen operar  como una  "orchestra"    - unísona en  sus matrices  comunicacionales -  manejando  la mentiras mediáticas,  ó  las "informaciones reguladas"   segun sus intereses en nuestras riquesas naturales, económicas, sociales. 
               Hay que conocer la história del  diabólico  "PLAN CONDOR" para compreender  porqué  Venezuela, Bolivia y  Ecuador, - para nombrar algunos de los países donde la revolución social está más avanzada en Latino América  -   viven hoy bajo los ataques de la "artilleria mediactica"  de un conjunto de países a quienes no interesan los avances sociales y los cambios en sus modelos  de desarrollo económico  - que antes eran  de explotación de las riquesas naturales y  saqueo del pueblo -  orientados  hoy para la  preservación responsable del medio ambiente , la atención a las necesidades    sociales y el respeto a los derechos  del pueblo. 
              Principalemente no les interesan  a tales  "intereses internacionales"   el desarrollo y  el fortalecimiento de las  políticas de integración regional en Latino América  hoy estabelecidas. 
              El reciente golpe de estado en Honduras y el golpe de estado en Paraguay - más reciente aun -  los incansables ataques a las conquistas sociales de la  Revolución Cubana, los constantes ententos de desestabilizar los gobiernos de Ecuador y Bolívia, las bases militares estadunidenses en Colombia y Chile - sumando-se a cási un centenar de ótras en Latino América -   no nos dejan suponer que podemos relajar. 

"...É preciso estar atento e forte...
Não temos tempo de temer a morte..." 
Caetano Veloso.



AINE CASTRO



                                                   Kissinger y el Plan Cóndor





Recientemente, el Departamento de Estado de EEUU ha desclasificado documentos que implican directamente al antiguo secretario de Estado Henry Kissinger y otros altos responsables norteamericanos en los crímenes cometidos por la dictadura argentina, que puso en marcha una campaña de asesinatos, torturas y "desapariciones" tras asumir el poder en marzo de 1976.

Los 4.677 documentos desclasificados muestran la estrecha colaboración y el apoyo otorgado desde los más altos niveles del poder en Washington a los militares argentinos, responsables de la muerte de al menos 30.000 argentinos, una gran parte de ellos jóvenes estudiantes.

Una gran parte de esta documentación está compuesta por los telegramas, memorándums y cables que fueron intercambiados entre la Embajada de EEUU en Buenos Aires y el Departamento de Estado en Washington. Estos escritos ponen en evidencia que tres Administraciones estadounidenses consecutivas -las de Ford, Carter y Reagan- colaboraron con la junta militar, pese a ser plenamente conscientes de los crímenes y atrocidades que se estaban cometiendo en Argentina en el nombre de la "lucha contra el terrorismo". Los gobiernos norteamericanos estaban bien informados de lo que sucedía gracias a la estrecha relación de los funcionarios de la Embajada con los militares que dirigían los "escuadrones de la muerte" y los centros de tortura.

Sin embargo, Washington veía estas acciones criminales como algo necesario para salvaguardar los intereses de EEUU y los de la élite gobernante argentina.

Los documentos fueron desclasificados en base a una petición de varias organizaciones argentinas de defensa de los derechos humanos, incluyendo la de las Madres de Plaza de Mayo, formulada a la entonces secretaria de Estado, Madeleine Albright, durante una visita de ésta a Buenos Aires en el año 2000. Sin embargo, los documentos hechos públicos pertenecen sólo al Departamento de Estado. Los de la CIA y el Pentágono, que podrían aportar informaciones incluso más relevantes, en especial acerca de los responsables militares y de inteligencia de EEUU involucrados más directamente en los crímenes de la dictadura argentina, continúan clasificados.

El lenguaje diplomático utilizado en los documentos del Departamento de Estado oculta en buena medida el papel jugado por EEUU en la represión de Argentina. El nivel real de la implicación norteamericana queda reflejado en algunos documentos en los que se detallan fricciones entre los diplomáticos de carrera estadounidenses destinados en Argentina, que sermoneaban en diversas ocasiones a los militares argentinos por sus violaciones de los derechos humanos, y algunos responsables políticos y militares de Washington que pedían a aquéllos que continuaran con su represión.

Entre los documentos más relevantes puede citarse un cable enviado por el embajador norteamericano, Richard Hill, al Departamento de Estado en octubre de 1976. En él se describe la reacción "eufórica" del ministro de Exteriores de Argentina, Almirante César Guzzetti, tras una visita a Washington donde mantuvo conversaciones con el entonces secretario de Estado, Henry Kissinger; el vicepresidente, Nelson Rockefeller, y otros altos responsables.

Según el cable, en sus conversaciones con Guzzetti, Kissinger y Rockefeller manifestaron que "comprendían" que la dictadura argentina "se viera obligada" a emplear métodos represivos y pidieron únicamente a la junta militar que "acabara con el problema del terrorismo tan rápidamente como fuera posible". Otros responsables norteamericanos aconsejaron amistosamente a Guzzetti que evitara tomar medidas represivas contra los clérigos de la Iglesia Católica y controlara a una facción radical del Ejército que utilizaba esvásticas nazis y otros símbolos fascistas en las prisiones y las cámaras de tortura.

"Guzzetti fue a EEUU temiendo que recibiría allí reproches o advertencias por parte de las autoridades norteamericanas por las atrocidades cometidas por la junta militar". Sin embargo, escribe el embajador Hill, "él volvió a Argentina en un estado de euforia, convencido de que el gobierno de EEUU no pondría ningún reparo al proceder de las autoridades argentinas en este tema (de la represión contra la oposición)".
En la víspera de la visita de Guzzetti, el embajador Hill envió otro mensaje al Departamento de Estado en el que manifestaba que había advertido al almirante argentino que "el asesinato de sacerdotes y el arrojar 47 cuerpos en la calle en un solo día no va a ser considerado por la opinión pública como una medida apropiada para una victoria rápida frente a los terroristas; por el contrario, estas acciones serán con toda probabilidad contraproducentes".

Durante las conversaciones celebradas en Washington, Kissinger repitió el mismo mensaje que había transmitido a Guzzetti en un encuentro de la Organización de Estados Americanos, celebrado en Santiago de Chile cuatro meses antes. En aquella cumbre, según desvela un cable anteriormente desclasificado, Guzzetti se entrevistó con Kissinger y sacó a relucir el tema de la guerra sucia en Argentina con el propósito de tantear la opinión del secretario de Estado. Hay que recordar que, en aquella época, gran número de estudiantes, intelectuales, trabajadores, profesionales y otras personas a las que la dictadura tildaba de "subversivas" eran arrestadas y conducidas por comandos del Ejército a campos de concentración. Allí, dichas personas eran sometidas a atroces torturas y, posteriormente, asesinadas.

Según el cable, Kissinger preguntó a Guzzetti cuánto tiempo más duraría el reinado del terror en Argentina. Cuando Guzzetti prometió que "el problema terrorista" sería eliminado en seis meses, Kissinger dio su aprobación expresa al almirante para que la junta siguiera adelante con su política.

Así pues, los documentos desclasificados muestran que Kissinger y otros altos responsables norteamericanos dieron luz verde a los jefes de la junta militar para que llevaran a cabo sus crímenes y estuvieron en todo momento bien informados acerca de ellos.

Muchos de los documentos desclasificados incluyen descripciones detalladas de los métodos de tortura empleados por los militares contra los opositores detenidos. Un memorándum de la Embajada de EEUU de 1979 da los siguientes detalles: ".... quemaduras de cigarrillos, violaciones, abusos sexuales, extracción de los dientes, uñas y ojos, derramamiento de agua, aceite hirviendo o ácido sobre los cuerpos de los detenidos, o incluso la castración".

Entre los papeles se encuentra también una declaración de la Embajada de 1977, en la que se relata cómo las mujeres detenidas eran torturadas por medio de corrientes eléctricas, introducción de sus cabezas en cubos de agua hasta casi ahogarse, violación física por parte de sus torturadores o por medios mecánicos, introducción de ratas y arañas en sus vaginas, mordeduras de perros, torturas de sus parientes o compañeros delante de ellas, golpes en sus vientres para que abortaran, etc.".

Otros informes hablan de mujeres golpeadas con las culatas de los rifles hasta perder el conocimiento, madres obligadas a ver cómo sus hijos eran torturados y bebés separados de sus madres, que luego eran ejecutadas. Todo esto es lo que Kissinger y otros miembros de la clase dirigente norteamericana aprobaron, con tal de que todo transcurriera "de la forma más rápida posible".

Los responsables norteamericanos escribieron también memorándums que dejan claro que, bajo la cobertura de la "guerra contra la subversión", la junta pretendía en realidad destruir todos los movimientos sociales de oposición. Un documento elaborado por Harry Shlaudeman -un alto responsable para América Latina del Departamento de Estado- para la atención de Kissinger en agosto de 1976 comparaba los objetivos del plan de "desarrollo nacional" de la junta militar argentina con los del régimen nazi.

"La ideología del desarrollo nacional tiene obvios paralelismos con el nacionalsocialismo. Los opositores al régimen militar llaman a éste fascista. Aunque este término se emplea normalmente con una finalidad peyorativa, hay que decir que él puede ser en este caso adecuado técnicamente.... Para que su plan económico funcione, ellos tienen que destruir el poder de las estructuras tradicionales y, especialmente, el movimiento sindical".

Así, mientras que los responsables norteamericanos se molestaron en advertir a los militares argentinos en contra de la tortura de sacerdotes, no tuvieron palabra alguna que decir acerca de la represión dirigida contra el movimiento sindical o asociativo. Un mes después de que fuera elaborado el memorándum de Shlaudeman, los militares intervinieron con brutalidad para eliminar una huelga en el sector automovilístico que afectaba a varias fábricas, incluyendo una de la multinacional Ford -situada en General Pacheco, cerca de Buenos Aires- que más tarde se convertiría en uno de los centros de tortura del régimen militar. Pese a haber dictado largas condenas de prisión para los líderes de la huelga, las autoridades hicieron poco uso del sistema legal. En su lugar, la Junta emprendió una campaña de terror, con secuestros, torturas y ejecuciones sumarias, con el fin de acabar con el conflicto.

En marzo de 1978, un informe de la Embajada estadounidense en Buenos Aires estimó que el número de desaparecidos alcanzaba entonces una cifra situada entre los 12.000 y los 17.000. Según el informe, una parte importante de los desaparecidos eran trabajadores y activistas sindicales acusados de promover huelgas. En muchos casos, los familiares de los trabajadores eran también secuestrados. En total, el documento menciona la cifra de unos 3.000 familiares desaparecidos.

El memorándum elaborado por Shlaudeman también detalla el lanzamiento de la así llamada Operación Cóndor, una red de cooperación organizada entre las policías secretas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay, Paraguay y Bolivia que permitía la captura y ejecución de opositores políticos por parte de la policía de cualquiera de tales estados más allá de sus fronteras nacionales. Los regímenes militares que gobernaban todos estos países alcanzaron el poder tras derrocar a gobiernos elegidos democráticamente, para lo cual contaron con la colaboración de la CIA y el Departamento de Estado de EEUU. La Operación Cóndor permitió secuestrar y hacer "desaparecer" a los opositores políticos mediante operaciones transnacionales, que incluyeron la utilización de "escuadrones de la muerte" para asesinar a aquéllos en cualquier lugar del mundo. El crimen más infame a este respecto tuvo lugar en las calles de Washington, donde un coche bomba mató al antiguo ministro de Exteriores de Chile, Orlando Letelier, en septiembre de 1976.

Los documentos muestran que la Administración Carter (1977-80) expresó su impaciencia hacia las políticas de la Junta Militar argentina, por sus abiertas violaciones de los derechos humanos. Sin embargo, como dejan claro dos informes de1978, lo que realmente temía el gobierno de EEUU es que una represión indiscriminada acabara provocando revueltas y la desestabilización de Argentina.

Uno de estos documentos, fechado el 1 de marzo de 1978, reconoce que varios cuerpos desnudos, decapitados y con las manos esposadas habían aparecido en las playas de Río de la Plata. Un memorándum enviado dos semanas más tarde por la Embajada a Washington contiene una advertencia del embajador norteamericano en el sentido de que la represión continuada podía producir la radicalización de diversos sectores de la sociedad argentina, que estaban demandando ya que se diera a conocer una lista con los nombres de los desaparecidos. Sin embargo, el embajador recomendaba que EEUU continuara prestando su apoyo a la dictadura argentina basándose en la ridícula afirmación de que la actuación de la Junta Militar en el terreno de los derechos humanos "estaba mejorando".

Como otros documentos señalan, el descenso en el número de desaparecidos en 1978 se limitaba a reflejar la extrema dureza de la represión durante los dos primeros años de la dictadura (1976-77). Un informe de febrero de 1979 que trata acerca de los acontecimientos que tuvieron lugar en el año anterior refleja que el número de desapariciones en 1978 disminuyó a causa de "la escasez de objetivos tras dos años de una represión a gran escala".

En el verano de 1977, el Senado de EEUU aprobó una legislación que prohibía la ayuda militar a Argentina si en un plazo de dos años el régimen no mejoraba su actuación en el terreno de los derechos humanos. Uno de los documentos desclasificados -una carta del senador Edward Kennedy al secretario de Estado Cyrus Vance- sugiere que la Administración Carter intentaba burlar la legislación al apresurar los envíos de material militar a Argentina antes de que concluyera el plazo límite marcado por el Senado
Otro memorándum de la Embajada de EEUU, fechado en julio de 1977 y dirigido al secretario de Estado adjunto Terence Todman, en la víspera de su visita a Argentina, muestra a las claras la actitud de la Administración Carter. El memorándum aconsejaba a Todman que manifestara a los dictadores argentinos que EEUU "celebraba la declaración oficial argentina de que la guerra contra el terrorismo estaba a punto de ganarse".

El documento aconsejaba, sin embargo, a Todman que transmitiera a la Junta que "lo que más inquieta a muchos de los amigos de Argentina son las dramáticas desapariciones", citando el caso concreto del secuestro de un antiguo embajador. No obstante, el documento no refleja ninguna inquietud por la suerte de los miles de estudiantes o trabajadores desaparecidos. Finalmente, contenía un elogio a la política económica de la Junta: "Deseamos mostrar nuestra satisfacción por el proceso de estabilización que está teniendo lugar en Argentina. Estamos complacidos por el hecho de que los inversores extranjeros estén hallando ahora un clima mucho más favorable en el país".

Con la llegada al poder de la Administración Reagan en 1981, EEUU estrechó sus relaciones con la Junta Militar argentina sin preocuparse ya de ninguna consideración acerca de la situación de los derechos humanos. El régimen argentino proporcionó entrenamiento y ayudas a los mercenarios de la contra de Nicaragua en su campaña en contra del gobierno sandinista en los años ochenta y participó también, de diversas formas, en las operaciones contrainsurgencia conjuntas que tuvieron lugar en El Salvador y otros países de América Central. Un cable del Departamento de Estado, fechado el 24 de marzo de 1981, informa de las negociaciones iniciales que condujeron a la participación argentina en tales operaciones. Aunque la Embajada norteamericana continuó enviando informes acerca de desapariciones y violaciones de los derechos humanos, Washington sencillamente las ignoró.
La creciente oposición a la dictadura acabó cristalizando en masivas manifestaciones de protesta en los últimos días de marzo de 1982 y en diversos disturbios en las calles de Buenos Aires. Los documentos enviados por la Embajada de EEUU en aquella época muestran una creciente preocupación por la estabilidad del régimen.


En abril de 1982, en un intento de ganar apoyo popular y neutralizar a la oposición mediante la elevación del sentimiento nacionalista, el jefe de la Junta, general Leopoldo Galtieri, lanzó una invasión mal planificada contra las Islas Malvinas, una posesión colonial británica. La Junta Militar argentina creyó ingenuamente que los servicios prestados a EEUU en América Central harían que Washington presionara a Londres para que aceptara el hecho consumado y abandonara las islas en manos argentinas. Sin embargo, la Administración Reagan respaldó al Reino Unido y le ayudó a montar una ofensiva aeronaval que terminó con la recuperación británica de las islas y una masacre de reclutas argentinos, que se hallaban en ellas en una situación deplorable. La derrota humillante supuso la sentencia de muerte para el régimen militar.

Entre los documentos de esa época figuran varios informes de oficiales de la inteligencia norteamericana que podrían ser utilizados en el previsto juicio a Galtieri por su implicación en el secuestro y ejecución de varios exiliados argentinos capturados en Brasil en los años 1979-80. El antiguo general se haya actualmente en una situación de arresto domiciliario.

Aunque muchos de los documentos desclasificados tienen una antigüedad de al menos 25 años, sus repetidas justificaciones de los asesinatos y torturas llevadas a cabo por los militares, no sólo en Argentina sino en toda América Latina, en el nombre de la "guerra contra el terrorismo" suenan demasiado familiares en la actualidad.

Esto no es una mera coincidencia histórica. Henry Kissinger continúa siendo una figura muy influyente en los sectores que dirigen la política exterior norteamericana. Además, muchos de los que dirigen hoy en Washington la política que combina el asalto contra los derechos democráticos dentro de EEUU y la ola de militarismo desenfrenado en el extranjero, son los mismos que en su día jugaron un papel clave a la hora de consolidar el apoyo norteamericano a la Junta Militar argentina en los años setenta.

En el momento en que tuvo lugar el golpe de estado de 1976 en Argentina, el actual vicepresidente Dick Cheney era el jefe de personal de la Casa Blanca. Él había servido anteriormente en el seno de la Administración Nixon y, más tarde, en el equipo de transición que dispuso la transferencia de poderes a la Administración Ford tras el estallido del escándalo Watergate y la dimisión de Nixon. Por su parte, el actual secretario de Defensa, Donald Rumsfeld, ocupaba entonces la misma posición que en la actualidad. Desde ésta posición, Rumsfeld supervisó la coordinación de la ayuda militar a la junta militar argentina y a otros regímenes dictatoriales que estaban utilizando sus ejércitos para reprimir y masacrar a sus propios pueblos. Así pues, junto con Kissinger, Cheney y Rumsfeld formaban parte del equipo que dirigió la política exterior de EEUU en aquel período.

Henry Kissinger está siendo hoy reclamado por diversos tribunales en España, Argentina, Chile, Francia y otros países para que conteste a las preguntas acerca de su implicación en el diseño de los golpes de estado que derribaron a varios gobiernos latinoamericanos democráticamente elegidos y en la concesión de la ayuda militar a regímenes que llevaron a cabo innumerables y masivos crímenes. En la actualidad, Kissinger ya no viaja al extranjero sin recibir antes garantías de que no será detenido.

La realidad es que existen sólidos fundamentos para enjuiciar por el cargo de crímenes contra la humanidad no sólo a Henry Kissinger, sino a varios de los principales dirigentes norteamericanos de la actualidad. Algunos de estos dirigentes, como Cheney y Rumsfeld, que están en la actualidad presionando a Bush para que lance una guerra de agresión contra Iraq, tienen también muchas preguntas que responder acerca de su papel en los crímenes cometidos hace ahora un cuarto de siglo en Argentina bajo el mismo eslogan de la "lucha contra el terrorismo" que se utiliza hoy. Ellos proporcionaron el apoyo indispensable que diversos regímenes dictatoriales, como el de Argentina y otros, necesitaban para matar y torturar a decenas de miles de personas y encarcelar a varios cientos de miles más. 



Tomado de www.pacificar.com, Fuente: Agencia IPS, 13/08/2003

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