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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

COMO A "CIA" FINANCIA E APOIA GOLPES DE ESTADO NA VENEZUELA E NA UCRÂNIA !!

                                   foto adicionada por ALINE CASTRO


Modelão dos golpes da CIA, da Guerra Fria, de volta à cena! 


 maior quantidade de entusiastas do status quo pode ser encontrada na sede da Agência Central de Inteligência dos EUA [tão secreta que o nome jamais é traduzido], a conhecida CIA, em Langley, Virginia. Com muitas nações em todo o mundo tentando livrar-se das garras políticas, militares e financeiras de Washington, a CIA está voltando a recorrer ao velho manual, para lidar com governo recalcitrantes.


Depois de ter ajudado a fomentar uma rebelião na Ucrânia, contra o governo democraticamente eleito do presidente Viktor Yanukovych, o aparelho de propaganda de Washington – centralizado na organização National Endowment for Democracy (NED), na Agency for International Development (USAID) e no Instituto Sociedade Aberta [Open SocietyOSI] de George Soros – está focado na Venezuela.

A Venezuela identificou três funcionários da embaixada dos EUA em Caracas, que estavam em contato com manifestantes da oposição e ajudando a planejar tumultos antigoverno por todo o país. Os três “funcionários consulares” dos EUA – Breann Marie McCusker, Jeffrey Gordon Elsen e Kristopher Lee Clark – foram expulsos do país, pelo governo da Venezuela. Em outubro passado, o país expulsou outros três diplomatas dos EUA − chargés d’affaires Kelly Keiderling, David Moo e Elizabeth Hoffman – também por estarem ajudando a promover agitação interna no país. Os seis supostos diplomatas trabalhavam em atividades frequentemente associadas aos agentes da CIA, como “serviço clandestino oficial”.

Diplomatas dos EUA expulsos da Venezuela em 30/9/2013  por promoverem baderna

Exatamente como no caso do Embaixador dos EUA em Kiev, Geoffrey Pyatt, e da Secretária de Estado assistente para Assuntos Europeus e notória visitante boca-suja Victoria Nuland, que se encontraram com líderes da oposição ucraniana para ajudar a planejar os protestos antigoverno, os diplomatas norte-americanos em Caracas foram acusados de estar trabalhando ao lado do grupo de oposição reunido em torno de Leopoldo Lopez, o agente de interesses de empresas norte-americanas treinado em Harvard. 

O governo venezuelano descobriu que Lopez, como outro líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles Radonski, recebem apoio financeiro clandestino da CIA, que lhes chega através de NED e USAID, para planejar protestos e ações de sabotagem contra o governo eleito da Venezuela.

Já se conhecem os laços que unem o partido Voluntad Popular de López e organizações associadas ao ex-presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, da direita pró-Israel, com pegadas óbvias da CIA e de narcoterroristas; nesse caso, o dinheiro chega ao partido de Lopez por ONGs colombianas mantidas por George Soros e Uribe, como a Fundación Centro de Pensamiento Primero Colômbia [Fundação Centro de Pensamento Primeiro Colômbia] e Fundación Internacionalismo Democrático [Fundação Internacionalismo Democrático].

Edifício-sede da Embaixada dos EUA em Caracas, Venezuela

A embaixada dos EUA em Caracas, como no caso de Kiev e Moscou, sempre serviu como espaço virtual para planejamento de protestos pela oposição financiada pelos EUA na Venezuela. A única coisa que os cabeças da oposição ucraniana, Arseniy Yatsenyuk, Vitali Klitschko e Oleh Tyahnybok; da oposição russa Alexei Navalny e Garry Kasparov; e da oposição venezuelana Lopez, Capriles e Maria Corina Machado têm em comum é passe livre para entrar nas embaixadas dos EUA em suas respectivas capitais quando bem entendam, e sair, levando a maior quantidade de dinheiro que consigam transportar.

Traço que une as campanhas de desestabilização organizadas e promovidas pela CIA na Ucrânia e na Venezuela é, nos dois casos, a arregimentação de fascistas locais, para as forças antigoverno. Na Venezuela, apoiadores reacionários de antigos regimes oligárquicos fascistas são aliados espontâneos dos EUA; e na Ucrânia, os fascistas reunidos em torno de Tyahnybok garantem a conexão continuada entre a oposição ucraniana e EUA-Israel.

Um relatório da CIA recentemente tornado público, datado de 4/4/1973, anotava que já durante o tempo da República Socialista Soviética Ucraniana o Partido Comunista recomendava “vigilância estrita sobre o nacionalismo e o sionismo na Ucrânia” – apresentados como ameaças gêmeas já então, na Ucrânia. Como se vê hoje, pouca coisa mudou na natureza e na orientação da oposição ucraniana.

Além de abastecer os cabeças da oposição venezuelana com dólares, os EUA e seus banqueiros nunca cessaram de atacar a economia e a moeda venezuelanas, usando a imprensa-empresa privada para espalhar notícias falsas sobre “desabastecimento” e carência de produtos básicos (itens sempre citados são papel higiênico, sal e açúcar) na Venezuela. Esse é um velho truque da CIA, que sempre o usou contra o governo de Cuba e de outras nações cujos governos opõem-se ao imperialismo norte-americano.

A mesma tática de usar a imprensa-empresa privada para disseminar “notícias” sobre carência de produtos está sendo usada pela CIA contra o governo da Primeira-Ministra Yingluck Shinawatra apoiada pelos Camisas Vermelhas na Tailândia; lá o que estaria faltando nas prateleiras seria arroz; e a carência estaria acontecendo por que a Primeira-Ministra insiste em vender arroz à China. 

Manifestação dos Camisas Vermelhas pró-governo na Tailândia

A campanha conduzida pela CIA contra Yingluck resultou em denúncias já formalizadas contra o Primeiro-Ministro por uma das ONGs da “sociedade civil” típicas do modelo que Soros promove, a Comissão Nacional Contra a Corrupção – criação dileta dos monarquistas Camisas Amarelas e falsos “reformadores” constitucionais, como o octogenário Amorn Chantarasomboon.

Exatamente como a CIA já fizera antes, quando tentou golpe fracassado contra o presidente Hugo Chávez em abril de 2002, a Agência e seus prepostos locais lançaram ataques de propaganda contra a PDVSA – a empresa estatal venezuelana de petróleo – proprietária da CITGO nos EUA. 

Os veículos de propaganda da CIA estão divulgando o meme de que a PDVSA seria tão corrompida e moribunda, que a Venezuela já estaria sendo forçada a importar gasolina dos EUA. É história absolutamente falsa, mas a imprensa-empresa privada, inclusive os veículos e “fontes” que constituem a rede global de propagandistas mantida por Soros, dedicam-se a repetir incansavelmente sempre a mesma mentira, como se fosse fato.

A imprensa-empresa privada, principalmente The Miami Herald, porta-voz das perversões e fantasias dos oligarcas venezuelanos exilados no sul da Florida, exatamente como faz também com os cubanos de direita e com os sionistas nacionalistas que vivem em comunidades fechadas de leitores, também não se cansa de repetir que a Venezuela está sofrendo massiva onda de crimes, porque o presidente Nicolás Maduro é incapaz de prover segurança aos cidadãos. 

Esse é outro dos velhos truques da CIA, sempre usado para minar governos estáveis em todo o mundo, Iraque, Paquistão e Afeganistão, por exemplo: oferecer ajuda e meios a terroristas e ao crime organizado locais, para que ataquem a população civil.

CIA já usou esse mesmo jogo para fazer sabotagem econômica contra o governo socialista do presidente Salvador Allende no Chile. Na Venezuela, a CIA ataca a indústria do petróleo. No Chile, a CIA usou ataques contra a indústria do cobre, para sabotar a base da economia chilena, antes de lançar o sangrento ataque do dia 11/9/1973, quando o presidente Allende foi assassinado, e começou o massacre de seus apoiadores, por esquadrões da morte treinados pelos EUA.

Outros países latino-americanos estão atentos aos ataques clandestinos dos EUA contra a Venezuela. Os EUA suspenderam formalmente a ajuda econômica que davam à Bolívia, depois que o governo de Evo Morales expulsou do país os representantes da USAID, acusados de fomentar a rebelião no país. 

O Presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou formalmente que seu país está-se retirando do Tratado Interamericano de Mútua Assistência – fachada inventada pelo Pentágono para “legalizar” a implantação de bases militares dos EUA em países latino-americanos.

Vista aérea do Complexo-sede da CIA - Central Intelligence Agency em Langley, Virgínia
Mas, para a CIA, a difícil situação que os EUA enfrentam na América Latina ainda pode ser revertida. Derrubar o governo da Venezuela, por golpe da direita, é ação que, segundo a Agência, pode conter e fazer reverter as tendências de esquerda em outros países.

Memorando de Inteligência da CIA, datado de 29/12/1975, intitulado “Relações Externas em mutação na América Latina” [orig. Latin America’s Changing Foreign Relations], registra a esperança de que o sangrento golpe contra Allende em 1973 tenha tido resultados benéficos para os EUA. 

Para a CIA, o fim do governo de Allende e de seu “Terceiro Mundismo” ajudaria a pôr fim à “demagogia” do presidente Luis Echeverria do México, e às políticas para o petróleo de líderes do Equador e Venezuela na OPEP. A CIA errou, como sempre, em sua avaliação da América Latina.

Não só o México, Equador e Venezuela resistiram à pressão norte-americana (os dois últimos foram punidos com a exclusão do Tratado de 1974 de redução de tarifas, sob a lei de Reforma do Comércio dos EUA), mas o Chile votou na Assembleia Geral da ONU contra os EUA e a favor de uma resolução que definiu o sionismo como racismo.

Dado que pressões sutis pela CIA em meados dos anos 1970s não levaram ao resultado esperado na América Latina, a CIA está agora recorrendo a velhos métodos bem testados, para calar seus opositores na América Latina. 

Os assassinatos do panamenho Omar Torrijos e de Jaime Roldos presidente do Equador – ambos conhecidos por suas políticas anti-EUA, mostraram ao mundo que os EUA não pensam duas vezes ante nenhum tipo de crime.

Hoje, o presidente Obama já mostrou que nada mudou: Obama autoriza semanalmente os “assassinatos premeditados” – operações clandestinas para eliminar pessoas (também civis) que se oponham à dominação norte-americana.
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[*] Wayne Madsen é jornalista investigativo, autor e colunista. Tem cerca de vinte anos de experiência em questões de segurança. Como oficial da ativa projetou um dos primeiros programas de segurança de computadores para a Marinha dos EUA. Tem sido comentarista frequente da política de segurança nacional na Fox News e também nas redes ABC, NBC, CBS, PBS, CNN, BBC, Al Jazeera,Strategic Culture e MS-NBC. Foi convidado a depor como testemunha perante a Câmara dos Deputados dos EUA, o Tribunal Penal da ONU para Ruanda, e num painel de investigação de terrorismo do governo francês. É membro da Sociedade de Jornalistas Profissionais (SPJ) e do National Press Club. Reside em Washington, DC.

- da Rede CastorPhoto/Publicado originalmente no Blog "Guerrilheiro do Entardecer"



Por Wayne Madsen, Strategic Culture
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

terça-feira, 16 de abril de 2013

UNASUL DEVE BARRAR GOLPE NA VENEZUELA


Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:




Em abril de 2002, eu estava em Valencia, no Estado Carabobo, na Venezuela. De lá, acompanhei, passo a passo, os preparativos para a tentativa de golpe que teve como saldo dezenas de mortos e centenas de feridos.

2013. O candidato oposicionista Henrique Capriles está convocando manifestações de seus partidários contra o resultado eleitoral que lhe foi adverso. Os partidários do presidente Nicolás Maduro também se preparam para ir às ruas.
Em 2002, duas manifestações antagônicas (chavistas e antichavistas) se encontraram na Ponte Llaguno, em Caracas. O saldo do encontro das duas marchas: 18 mortos e centenas de feridos.

Enquanto os manifestantes de lado a lado caminhavam para a Ponte Llaguno, as televisões RCTV, Globovisión, Venevisión e outros veículos oposicionistas instigavam os antichavistas a continuarem marchando até o Palácio presidencial de Miraflores.

Pouco antes do golpe, eu estava na Venezuela havia duas semanas, a trabalho. Um cliente antichavista filiado ao partido Acción Democrática me convidara a ir com ele a uma reunião de seu partido com o partido Copei e com sindicatos.

Durante a reunião, foi abordado do golpe até o assassinato de Hugo Chávez.

Parti da Venezuela antes das 47 horas da tentativa de golpe e da retomada do poder pelos chavistas, mas vi clima de confrontação entre governistas e oposicionsitas que precedeu a tentativa de golpe e que em tudo se assemelha ao que se está vendo hoje.

Por conta disso que no post de segunda-feira já previ o agravamento da situação política, pois estou vendo tudo ocorrer de novo como se fosse um filme.

Chefes das forças armadas venezuelanas leais a Chávez, tal como hoje, também garantiram apoio ao governo, mas as articulações oposicionistas cooptaram parte daquelas forças militares e o golpe ocorreu – Chávez foi sequestrado por militares.

Ontem (segunda-feira), o governo dos Estados Unidos recusou-se a reconhecer a vitória de Maduro, em perfeita consonância com a retórica incendiária de Capriles, tal como em 2002, quando a potência hegemônica também ajudou a inflar a guerra retórica de parte a parte que se está vendo.

Quem conhece a Venezuela como este que escreve, está experimentando um legítimo déjà vu. A escalada retórica de parte a parte (governo e oposição), as declarações do Departamento de Estado norte-americano… Tudo igual.

A Unasul foi criada justamente pensando em situações como a que se está assistindo. Só que está demorando demais a se manifestar. Confiar cem por cento no espírito legalista das forças armadas venezuelanas será um erro igual ao de 2002.

Capriles, na noite de domingo, reuniu-se com militares. As manifestações de rua oposicionistas estão sendo armadas de novo. Os EUA estão tomando partido abertamente de novo. A Espanha, idem. É preciso dizer mais?

Os países aliados da Venezuela parecem ter se esquecido da velocidade do golpismo naquele país. Após o golpe, não adiantará nada se reunirem e darem declarações. Nesse ritmo, acontecerá exatamente o mesmo que em Honduras, quando a Unasul não serviu para nada.

O tempo urge. O golpe está em processo. Maduro até já disse isso.

Informações oficiais transmitidas pela rede estatal de televisão venezuelana Telesur aludem a choques violentos, tiroteios, incêndios de carros, casas e até a mortes. A imprensa brasileira não diz um A, está deliberadamente ocultando os fatos.

Na noite de domingo, eu disse no Twitter que temia o surto de violência que acabou ocorrendo. Os choques de oposicionistas com a polícia, os incêndios dos quais as imagens já se espalham, os tiroteios…



Nada disso é aceitável. Uma vitória por pequena margem não é motivo para a oposição venezuelana agir assim. Que vá batalhar nos tribunais, não nas ruas.

A Unasul deve agir de acordo à sua carta constitutiva. Os países filiados devem sustentar o regime venezuelano POR TODOS OS MEIOS PREVISTOS. O sangue que pode voltar a ser derramado será responsabilidade dos omissos.

Depois da Venezuela, quem será? Argentina? Bolívia? Equador? Brasil?

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A LA UNASUR Y CELAC: NOSOTROS, SU PUEBLO, LES REQUEREMOS



NOSOTROS, LOS PUEBLOS DE LA UNASUR Y CELAC NOS PRONUNCIAMOS EN REPUDIO A LAS ACCIONES DESESTABILIZADORAS DESARROLLADAS EN LA HERMANA REPUBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA DESDE EL PASADO 14 ABRIL LUEGO DEL LEGITIMO RESULTADO DE SUS ELECCIONES PRESIDENCIALES. 

NOS VEMOS FRENTE A GRAVE ENTENTO DE GOLPE EN LAS INSTITUICIONES LEGALES DE ESE PAIS AMIGO .
NO LO VAMOS PERMITIR !!


SOLICITAMOS A LA UNASUR Y CELAC QUE SE PRONUNCIEN EN ACUERDO AL QUE NOSOTROS, LOS PUEBLOS REPRESENTADOS POR ESES IMPORTANTES  ORGANISMOS , REQUEREMOS.


MUITO OBRIGADA POR SU PRONTA CONSIDERACIÓN. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Franco habla de Chávez: entre la muerte y el odio (Atílio A.Borón)



Mala suerte la del Paraguay. 
Un país de gente tan noble sometida a la insaciable voracidad de propios y ajenos. Salvajemente castigado por sus vecinos en la Guerra de la Triple Alianza (1864-1870) y saqueado hasta lo indecible por su clase dominante desde entonces, tiene para colmo la desgracia de contar con un personaje como Federico Franco como usurpador de la primera magistratura del país. Este personaje –mezquino e insignificante- instalado en la presidencia por una criminal conspiración utilizada como pretexto para desalojar a Fernando Lugo, declaró días atrás durante su visita a España que “es un milagro que el señor Chávez desapareciera de la faz de la tierra porque le hizo mucho daño a mi país”. En su incontenible vómito verbal dijo también que Chávez dio “protección” a miembros del Ejército Paraguayo del Pueblo (EPP) y en ese sentido responsabilizó al mandatario fallecido “del secuestro y la muerte” causada por el grupo guerrillero. Fiel a su condición de simple mandadero del imperio y de la mafia de narcos y contrabandistas que se apoderó de su país, Franco invitó a los empresarios españoles a invertir en el Paraguay, garantizándoles que si así lo hacían sus ganancias serían tan fenomenales que tendrían que “llevarse el dinero en carretilla”. Habrá sido por eso que Mariano Rajoy, Presidente del Gobierno de España y un hombre que por lo visto no tiene demasiadas preocupaciones, consideró que era del todo apropiado subir la foto de su reunión con Franco en su cuenta de Twitter.
      Pero la bajeza moral del usurpador quedó retratada en toda su miserabilidad cuando manifestó, al terminar sus declaraciones, que “ni me arrepiento ni me avergüenzo de haber obtenido la presidencia en esas condiciones.” ¡Claro que no! El arrepentimiento y la vergüenza son atributos de quienes poseen un cierto espesor moral que Franco no tiene como tampoco lo tienen sus mandantes: la “embajada”, a la cual solicitó una vez tomada por asalto la Presidencia el reforzamiento de las tropas norteamericanas acantonadas en las bases de Mariscal Estigarribia y Pedro Juan Caballero. Franco, presidente ilegítimo e ilegal si los hay, es no sólo hijo putativo de la “embajada” sino también de  Cargill, Monsanto, la minera de aluminio Río Tinto, la oligarquía local y los latifundistas “brasiguayos”.  La oscura trama en torno al misterioso Ejército Paraguayo del Pueblo –una de las artimañas más elementales utilizadas por la CIA para desestabilizar gobiernos que no son del agrado del imperio: inventar un pseudo grupo guerrillero y acusar de complicidad con él a algún enemigo a quien se quiera perjudicar- ha quedado al descubierto en los meses recientes. A raíz de ello el Comité de Derechos Humanos de las Naciones Unidas exigió, el pasado 29 de Marzo,  que la Justicia paraguaya realice una “investigación inmediata, independiente e imparcial de la muerte de 17 personas con ocasión del allanamiento de Curuguaty, el 15 de junio de 2012, así como todos los hechos vinculados que han sido denunciados por las víctimas.” Prominente entre lo que la Comisión denomina como “hechos vinculados” fue la posterior “destitución express” del Presidente Fernando Lugo, para la cual los sangrientos sucesos de Curuguaty aportaron el necesario pretexto. El Comité también manifestó su preocupación  “por las alegaciones de importantes irregularidades del Ministerio Público, la judicatura y las fuerzas de seguridad en el caso”, así como la “falta de imparcialidad e independencia en los procesos de investigación”.

                                                                    foto agregada por ALINE CASTRO

    Por esto y muchas cosas más Franco descenderá a la historia sentado a la diestra de su homónimo español, el sanguinario “caudillo de España por la gracia de Dios” y uno de los que, como todos los fascistas españoles, gritaban “viva la muerte.” Representante genuino de la derecha más primitiva y corrupta de Sudamérica, Franco es la expresión política de una banda a la cual le queda grande el nombre de oligarquía. La palabra “cleptocracia” transmite con más rigor la naturaleza de ese impresentable conjunto de rufianes que construyeron sus grandes fortunas desangrando al país bajo la protección del dictador Alfredo Stroessner. Este organizó el saqueo de las tierras fiscales, el contrabando en gran escala y el tráfico de droga y de personas, con la abierta complicidad de sucesivos gobiernos de Estados Unidos, Israel y Taiwán, sumiendo a la población en el atraso, la ignorancia y la extrema pobreza. Mentiroso sin escrúpulo alguno, Franco acusa a Chávez de haberle hecho daño al Paraguay: debe ser porque incorporó a este país al programa de abastecimiento preferencial de petróleo bajo muy favorables condiciones de precio y largos plazos de pago, por debajo de los que rigen en el mercado petrolero mundial. Para Franco la generosidad de Chávez causó un daño enorme a los paraguayos. Es más: el líder bolivariano persistió en su “maldad” y por solidaridad con el pueblo paraguayo mantuvo esta política aún después del golpe de estado, para cancelarla definitivamente una vez que los continuos insultos, calumnias y falsas denuncias de este bufón de opereta hicieron insostenible su mantenimiento. Este desecho moral es quien celebró como un venturoso milagro la desaparición física de Chávez. ¡Pobre Franco! Mientras su ineluctable destino será pudrirse en su tumba, olvidado y despreciado por su propio pueblo, Chávez tiene su lugar en la galería de los grandes patriotas de América Latina y el Caribe y en el corazón de los oprimidos de todo el mundo.
http://prensabolivariana
                                                   
                                                                      foro agregada por ALINE CASTRO

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mapuches hospitalizados tras 45 días huelga hambre


SANTIAGO DE CHILE, 11 (ANSA) - Quedaron hospitalizados los cuatro comuneros presos que cumplieron 45 días en huelga de hambre en el penal de Angol, 600 kilómetros al sur de Santiago, tras sufrir una descompensación.

    Con un gran despliegue policial, los cuatro mapuches ingresaron al Hospital Regional Guillermo Grant Benavente de Concepción, en silla de ruedas y bajo completo hermetismo.

    Paulino Levipan, de 24 años; Daniel Levinao, 19; Rodrigo Montoya, 19 y Eric Montoya, 20, han bajado entre 9 y 13 kilos y su estado de salud obligó a trasladarlos hasta el hospital regional de Concepción.

    Los cuatro pertenecen a la comunidad Wente Winkul Mapu. Dos de ellos fueron condenados a penas de más de 10 años de cárcel por homicidio frustrado de carabineros y porte ilegal de arma.

    Los indígenas rechazan las acusaciones y dicen que los hechos se produjeron en el marco de su lucha por la reivindicación de sus tierras ancestrales.



    El director del Hospital Regional, Carlos Opazo, justificó el traslado de los comuneros, señalando a radio Bío Bío que el recinto cuenta con las medidas necesarias para la atención de los comuneros.

    Los 4 jóvenes se encuentran en dos piezas conectadas para la comunicación entre ellos. Desde la dirección del hospital se realizó un llamado a los familiares para que se acerquen y visiten a los presos que están siendo resguardados por gendarmes.

    Luego de los resultados de los exámenes se conocerá el tiempo en el cual permanecerán hospitalizados en Concepción.

MBA-DS/JMG11/10/2012 16:07 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

BRASIL EM CAMPANHA POR CHÁVEZ : Entidades manifestam apoio a Chávez e lançam comitê


América Latina,
Quatro e Zamponhas
Cordilheiras e florestas,
Uma América que sonha

Mescla de tanta gente,
Lutadores e idealistas,
Nesta terra de Guevara
Por um sonho socialista

Venezuela segue em frente,
Nossa voz e nossa vez,
O Brasil está contigo,
Chávez, Chávez!
Pedro Munhoz, cantor e compositor



É por meio desta forma lúdica que movimentos sociais, partidos políticos e entidades brasileiras demonstraram o apoio e a solidariedade ao presidente venezuelano Hugo Chávez, que disputará eleições no dia 7 de outubro (clique aqui para fazer o download da música) .

Durante o encontro realizado nesta terça-feira (24/7) – aniversário de Simon Bolívar – diversas organizações se reuniram na sede do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) para manifestar apoio à chamada Revolução Bolivariana e discutir iniciativas de apoio o presidente Chávez no embate nos próximos meses.

Leia e assine o manifesto Brasil com Chávez 

Para João Pedro Stedile, da Direção Nacional do MST, o processo venezuelano é o centro da disputa dos projetos políticos em jogo no continente latino-americano. Ele avalia que o Império, representado pelos Estados Unidos, colocam toda sua energia e se utilizarão de todas suas armas para derrotar Chávez.

“Uma vitória do Chávez é uma vitoria de todo o povo latino-americano. Mas o contrário também é verdadeiro: uma derrota de Chávez seria uma derrota de todo o processo que está em curso nos últimos 12 anos na América Latina”, disse Stedile.

De acordo com Valter Pomar, secretário-executivo do Foro de São Paulo, que reúne organizações de esquerda do continente, as organizações progressistas precisam se empenhar para mobilizar a opinião pública contra o descrédito que constantemente é construído para prejudicar o projeto político de Chávez, organizar ações de solidariedade à Revolução Bolivariana e alertar a opinião pública sobre o plano posterior às eleições da direita para desmoralizar o processo eleitoral. 
O encontro definiu a criação de um comitê para a construção da campanha Brasil está com Chávez. A primeira atividade desse fórum é a organização de um grande ato, no dia 31 de julho, em frente ao Palácio do Planalto, para receber Hugo Chávez e manifestar apoio à entrada da Venezuela no Mercosul.

As entidades discutem a construção de um ato político-cultural da campanha no final de agosto em São Paulo e prometem fazer um esculacho se o candidato Henrique Capriles, da oposição de Chávez, visitar o Brasil. 

Carlos Ron, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), agradeceu o apoio das organizações brasileiras. “O poder popular é que pode acabar com a pobreza, a exclusão, a desigualdade, cujo processo latino-americano em curso significa a alteração das relações de poder em favor da maioria”, disse.

Articulação da direita


As organizações  denunciaram que existe uma articulação das forças da direita continental para barrar ou mesmo destruir os avanços progressistas em curso na América Latina. 

“Quando dizemos que a vitória do Chávez é a nossa vitória, não é um mero slogan. O que está em jogo é correlação de forças na geopolítica da América Latina”, colocou Ioli Ilíada, secretária de Relações Internacionais do PT. 

Um exemplo dessa articulação, de acordo com Ioli, é a tentativa de Henrique Capriles se associar à imagem do ex-presidente Lula, que foi frustada com a divulgação de vídeo de apoio de Lula ao Chávez (veja aqui). “Não podemos subestimar a força da direita e a falta de escrúpulos que algumas forças podem ter. Tomemos como exemplo o Paraguai (ao referir-se ao golpe de estado sofrido pelo Fernando Lugo)”, atentou a dirigente do PT.

Stedile alertou que a direita brasileira já tem seu comitê. Segundo ele, os setores conservadores da Venezuela tinham como fonte de notícias veículos de comunicação de Miami (Estados Unidos) e Madri (Espanha) para deslegitimar o governo de Hugo Chávez. A partir desta ano, o difusor central de informações contra o governo é o Brasil.

“A direita daqui coloca na imprensa brasileira uma noticia, que às vezes nem tem tanta repercussão interna, mas imediatamente a direita venezuelana amplifica essa notícia colocando como fonte a imprensa mundial”, disse.

Duas campanhas eleitorais

Ricardo Abreu, secretário de relações internacionais do PCdoB, ressaltou a importância de Chávez para o fortalecimento da integração solidária sul-americana. Com a recente entrada do país no Mercosul, setores da direita brasileira usaram os meios de comunicação contra a adesão e decretaram uma suposta morte do bloco econômico. “O que morreu foi o projeto de Mercosul que eles propunham. No entanto, nós dizemos viva o Mercosul”, disse.

Para Gilberto Maringoni, do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), a esquerda brasileira tem duas frentes de batalha nos próximos meses: derrotar a direita no Brasil e contribuir para Chávez vencer as eleições na Venezuela. “A tarefa muito semelhante ao que passa Chávez é derrotar a direita aqui dentro. A maior solidariedade que podemos oferecer é derrotá-la”, disse Maringoni. 

Juventude

Caio Santiago, do Levante Popular da Juventude, disse que os jovens vão organizar um esculacho se Capriles vier ao Brasil. “A juventude não pode ficar alheia a essa disputa, já que é um dos setores mais afetados dentro do outro modelo proposto. Por isso, o papel da juventude em contribuir nas ações para levar o debate a toda população, com ações, agitação e propaganda”, defendeu.

“A mídia bate forte, apresenta o Chávez como inimigo do Brasil, e precisamos dizer à população que a vitória dele é também uma vitoria do povo brasileiro”, propôs Ismael Cardoso, da União da Juventude Socialista (UJS).

Por Luiz Felipe Albuquerque
Fotos Douglas Mansur
Da Página do MST



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