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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

COMO A "CIA" FINANCIA E APOIA GOLPES DE ESTADO NA VENEZUELA E NA UCRÂNIA !!

                                   foto adicionada por ALINE CASTRO


Modelão dos golpes da CIA, da Guerra Fria, de volta à cena! 


 maior quantidade de entusiastas do status quo pode ser encontrada na sede da Agência Central de Inteligência dos EUA [tão secreta que o nome jamais é traduzido], a conhecida CIA, em Langley, Virginia. Com muitas nações em todo o mundo tentando livrar-se das garras políticas, militares e financeiras de Washington, a CIA está voltando a recorrer ao velho manual, para lidar com governo recalcitrantes.


Depois de ter ajudado a fomentar uma rebelião na Ucrânia, contra o governo democraticamente eleito do presidente Viktor Yanukovych, o aparelho de propaganda de Washington – centralizado na organização National Endowment for Democracy (NED), na Agency for International Development (USAID) e no Instituto Sociedade Aberta [Open SocietyOSI] de George Soros – está focado na Venezuela.

A Venezuela identificou três funcionários da embaixada dos EUA em Caracas, que estavam em contato com manifestantes da oposição e ajudando a planejar tumultos antigoverno por todo o país. Os três “funcionários consulares” dos EUA – Breann Marie McCusker, Jeffrey Gordon Elsen e Kristopher Lee Clark – foram expulsos do país, pelo governo da Venezuela. Em outubro passado, o país expulsou outros três diplomatas dos EUA − chargés d’affaires Kelly Keiderling, David Moo e Elizabeth Hoffman – também por estarem ajudando a promover agitação interna no país. Os seis supostos diplomatas trabalhavam em atividades frequentemente associadas aos agentes da CIA, como “serviço clandestino oficial”.

Diplomatas dos EUA expulsos da Venezuela em 30/9/2013  por promoverem baderna

Exatamente como no caso do Embaixador dos EUA em Kiev, Geoffrey Pyatt, e da Secretária de Estado assistente para Assuntos Europeus e notória visitante boca-suja Victoria Nuland, que se encontraram com líderes da oposição ucraniana para ajudar a planejar os protestos antigoverno, os diplomatas norte-americanos em Caracas foram acusados de estar trabalhando ao lado do grupo de oposição reunido em torno de Leopoldo Lopez, o agente de interesses de empresas norte-americanas treinado em Harvard. 

O governo venezuelano descobriu que Lopez, como outro líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles Radonski, recebem apoio financeiro clandestino da CIA, que lhes chega através de NED e USAID, para planejar protestos e ações de sabotagem contra o governo eleito da Venezuela.

Já se conhecem os laços que unem o partido Voluntad Popular de López e organizações associadas ao ex-presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, da direita pró-Israel, com pegadas óbvias da CIA e de narcoterroristas; nesse caso, o dinheiro chega ao partido de Lopez por ONGs colombianas mantidas por George Soros e Uribe, como a Fundación Centro de Pensamiento Primero Colômbia [Fundação Centro de Pensamento Primeiro Colômbia] e Fundación Internacionalismo Democrático [Fundação Internacionalismo Democrático].

Edifício-sede da Embaixada dos EUA em Caracas, Venezuela

A embaixada dos EUA em Caracas, como no caso de Kiev e Moscou, sempre serviu como espaço virtual para planejamento de protestos pela oposição financiada pelos EUA na Venezuela. A única coisa que os cabeças da oposição ucraniana, Arseniy Yatsenyuk, Vitali Klitschko e Oleh Tyahnybok; da oposição russa Alexei Navalny e Garry Kasparov; e da oposição venezuelana Lopez, Capriles e Maria Corina Machado têm em comum é passe livre para entrar nas embaixadas dos EUA em suas respectivas capitais quando bem entendam, e sair, levando a maior quantidade de dinheiro que consigam transportar.

Traço que une as campanhas de desestabilização organizadas e promovidas pela CIA na Ucrânia e na Venezuela é, nos dois casos, a arregimentação de fascistas locais, para as forças antigoverno. Na Venezuela, apoiadores reacionários de antigos regimes oligárquicos fascistas são aliados espontâneos dos EUA; e na Ucrânia, os fascistas reunidos em torno de Tyahnybok garantem a conexão continuada entre a oposição ucraniana e EUA-Israel.

Um relatório da CIA recentemente tornado público, datado de 4/4/1973, anotava que já durante o tempo da República Socialista Soviética Ucraniana o Partido Comunista recomendava “vigilância estrita sobre o nacionalismo e o sionismo na Ucrânia” – apresentados como ameaças gêmeas já então, na Ucrânia. Como se vê hoje, pouca coisa mudou na natureza e na orientação da oposição ucraniana.

Além de abastecer os cabeças da oposição venezuelana com dólares, os EUA e seus banqueiros nunca cessaram de atacar a economia e a moeda venezuelanas, usando a imprensa-empresa privada para espalhar notícias falsas sobre “desabastecimento” e carência de produtos básicos (itens sempre citados são papel higiênico, sal e açúcar) na Venezuela. Esse é um velho truque da CIA, que sempre o usou contra o governo de Cuba e de outras nações cujos governos opõem-se ao imperialismo norte-americano.

A mesma tática de usar a imprensa-empresa privada para disseminar “notícias” sobre carência de produtos está sendo usada pela CIA contra o governo da Primeira-Ministra Yingluck Shinawatra apoiada pelos Camisas Vermelhas na Tailândia; lá o que estaria faltando nas prateleiras seria arroz; e a carência estaria acontecendo por que a Primeira-Ministra insiste em vender arroz à China. 

Manifestação dos Camisas Vermelhas pró-governo na Tailândia

A campanha conduzida pela CIA contra Yingluck resultou em denúncias já formalizadas contra o Primeiro-Ministro por uma das ONGs da “sociedade civil” típicas do modelo que Soros promove, a Comissão Nacional Contra a Corrupção – criação dileta dos monarquistas Camisas Amarelas e falsos “reformadores” constitucionais, como o octogenário Amorn Chantarasomboon.

Exatamente como a CIA já fizera antes, quando tentou golpe fracassado contra o presidente Hugo Chávez em abril de 2002, a Agência e seus prepostos locais lançaram ataques de propaganda contra a PDVSA – a empresa estatal venezuelana de petróleo – proprietária da CITGO nos EUA. 

Os veículos de propaganda da CIA estão divulgando o meme de que a PDVSA seria tão corrompida e moribunda, que a Venezuela já estaria sendo forçada a importar gasolina dos EUA. É história absolutamente falsa, mas a imprensa-empresa privada, inclusive os veículos e “fontes” que constituem a rede global de propagandistas mantida por Soros, dedicam-se a repetir incansavelmente sempre a mesma mentira, como se fosse fato.

A imprensa-empresa privada, principalmente The Miami Herald, porta-voz das perversões e fantasias dos oligarcas venezuelanos exilados no sul da Florida, exatamente como faz também com os cubanos de direita e com os sionistas nacionalistas que vivem em comunidades fechadas de leitores, também não se cansa de repetir que a Venezuela está sofrendo massiva onda de crimes, porque o presidente Nicolás Maduro é incapaz de prover segurança aos cidadãos. 

Esse é outro dos velhos truques da CIA, sempre usado para minar governos estáveis em todo o mundo, Iraque, Paquistão e Afeganistão, por exemplo: oferecer ajuda e meios a terroristas e ao crime organizado locais, para que ataquem a população civil.

CIA já usou esse mesmo jogo para fazer sabotagem econômica contra o governo socialista do presidente Salvador Allende no Chile. Na Venezuela, a CIA ataca a indústria do petróleo. No Chile, a CIA usou ataques contra a indústria do cobre, para sabotar a base da economia chilena, antes de lançar o sangrento ataque do dia 11/9/1973, quando o presidente Allende foi assassinado, e começou o massacre de seus apoiadores, por esquadrões da morte treinados pelos EUA.

Outros países latino-americanos estão atentos aos ataques clandestinos dos EUA contra a Venezuela. Os EUA suspenderam formalmente a ajuda econômica que davam à Bolívia, depois que o governo de Evo Morales expulsou do país os representantes da USAID, acusados de fomentar a rebelião no país. 

O Presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou formalmente que seu país está-se retirando do Tratado Interamericano de Mútua Assistência – fachada inventada pelo Pentágono para “legalizar” a implantação de bases militares dos EUA em países latino-americanos.

Vista aérea do Complexo-sede da CIA - Central Intelligence Agency em Langley, Virgínia
Mas, para a CIA, a difícil situação que os EUA enfrentam na América Latina ainda pode ser revertida. Derrubar o governo da Venezuela, por golpe da direita, é ação que, segundo a Agência, pode conter e fazer reverter as tendências de esquerda em outros países.

Memorando de Inteligência da CIA, datado de 29/12/1975, intitulado “Relações Externas em mutação na América Latina” [orig. Latin America’s Changing Foreign Relations], registra a esperança de que o sangrento golpe contra Allende em 1973 tenha tido resultados benéficos para os EUA. 

Para a CIA, o fim do governo de Allende e de seu “Terceiro Mundismo” ajudaria a pôr fim à “demagogia” do presidente Luis Echeverria do México, e às políticas para o petróleo de líderes do Equador e Venezuela na OPEP. A CIA errou, como sempre, em sua avaliação da América Latina.

Não só o México, Equador e Venezuela resistiram à pressão norte-americana (os dois últimos foram punidos com a exclusão do Tratado de 1974 de redução de tarifas, sob a lei de Reforma do Comércio dos EUA), mas o Chile votou na Assembleia Geral da ONU contra os EUA e a favor de uma resolução que definiu o sionismo como racismo.

Dado que pressões sutis pela CIA em meados dos anos 1970s não levaram ao resultado esperado na América Latina, a CIA está agora recorrendo a velhos métodos bem testados, para calar seus opositores na América Latina. 

Os assassinatos do panamenho Omar Torrijos e de Jaime Roldos presidente do Equador – ambos conhecidos por suas políticas anti-EUA, mostraram ao mundo que os EUA não pensam duas vezes ante nenhum tipo de crime.

Hoje, o presidente Obama já mostrou que nada mudou: Obama autoriza semanalmente os “assassinatos premeditados” – operações clandestinas para eliminar pessoas (também civis) que se oponham à dominação norte-americana.
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[*] Wayne Madsen é jornalista investigativo, autor e colunista. Tem cerca de vinte anos de experiência em questões de segurança. Como oficial da ativa projetou um dos primeiros programas de segurança de computadores para a Marinha dos EUA. Tem sido comentarista frequente da política de segurança nacional na Fox News e também nas redes ABC, NBC, CBS, PBS, CNN, BBC, Al Jazeera,Strategic Culture e MS-NBC. Foi convidado a depor como testemunha perante a Câmara dos Deputados dos EUA, o Tribunal Penal da ONU para Ruanda, e num painel de investigação de terrorismo do governo francês. É membro da Sociedade de Jornalistas Profissionais (SPJ) e do National Press Club. Reside em Washington, DC.

- da Rede CastorPhoto/Publicado originalmente no Blog "Guerrilheiro do Entardecer"



Por Wayne Madsen, Strategic Culture
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Europa, UE: Admiración por las Revoluciones ciudadanas en marcha en Latino América...




                                                    foto agregada por ALINE CASTRO


BY  / ON 26 FEBRERO, 2013 AT 13:53 /

willy_pe_estrasburgoEn esos términos comenzó el europarlamentario de Izquierda Unida, Willy Meyer, su intervención en el intercambio de puntos de vista con el Embajador de Ecuador ante la UE, Fernando Yépez Lasso, en el seno de la reunión de la Delegación del Parlamento Europeo con los Países de la Comunidad Andina.
“Ya tuve la oportunidad de dirigirme personalmente, como Responsable de Política Internacional de Izquierda Unida, al Presidente Correa por su magnífica victoria en las recientes elecciones. Es envidiable para nosotros un país -Ecuador- que no es gobernado por banqueros, medios de comunicación, sector financiero o el FMI. Ya nos gustaría a nosotros en Europa”, señaló Meyer al inicio de su intervención.
Asimismo, el eurodiputado quiso resaltar “el acercamiento de la política a la ciudadanía gracias a la Revolución ciudadana, con su participación directa en la gestión pública y la dación de cuentas -mecanismo que obliga a las autoridades ecuatorianas a rendir cuentas y proporcionar los detalles de su gestión a la ciudadanía- recogida en la Constitución ecuatoriana”, y señaló la necesidad imperiosa en Europa de “acercar la política a la ciudadanía”.
Respecto a los retos en esta nueva legislatura del Gobierno presidido por Correa, Meyer quiso conocer “el estado de la ley antimonopolios para posibilitar el control de éstos pues aún el 44% de la economía sigue en manos de monopolios”.
A este respecto el embajador Yépez Lasso señaló la labor que lleva haciendo el Gobierno al respecto desde hace más de 1 año, reseñó “la importancia de la Secretaria de Estado” creada al respecto y “encabezada por el economista Pedro Paez” y apuntó que “con el triunfo mayoritario obtenido podrán aprobar leyes importantes antimonopolios y para control de transferencias”.
Igualmente, el europarlamentario se intereso por el estado de la iniciativa Yasuni-ITT y por la posibilidad de que, en un futuro, se introduzca el Sistema Unitario de Compensación Regional (SUCRE) en el seno de la CELAC.
Sobre estos puntos, Yépez resaltó las dificultades para conseguir fondos para la iniciativa Yasuni-ITT, en la actual tesitura económica internacional, en la que sería más sencillo explotar los recursos, pero dejo claro “el compromiso del Gobierno ecuatoriano en mantener este proyecto” por lo que celebra las recientes aportaciones al mismo de Luxemburgo, Alemania y el gobierno valón belga.
Respecto a ampliar el SUCRE a la CELAC, el embajador señaló las dificultades para ello aunque resaltó su “evidente utilidad” a la vez que dejó claro el compromiso total de Ecuador con la CELAC y el proceso de integración latinoamericano.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

EN EL FUTURO, LAS ACLARACIONES NECESÁRIAS...






"Los europeos deberán explicarle a sus hijos porqué se
 
unieron países tan diversos, con culturas, idiomas, y 

sistemas políticos tan diferentes.

Pero cuando Nuestra América esté unida, deberemos 

explicarle a los Nuestros, porqué nos demoramos tanto..."


Rafael  Correa

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

La Organización de Estados Americanos respalda a Ecuador en el asilo a Assange

- El ministro ecuatoriano de Exteriores; Ricardo Patiño; en la reunión de la OEA.| Efe

La Organización de Estados Americanos ha aprobado una resolución expresando su "solidaridad" y "su respaldo al Gobierno de Ecuador" en sudisputa diplomática con el Reino Unido. La resolución salió adelante con el rechazo de Canadá y las reservas de Estados Unidos, cuyo representante lamentó debatir "sobre una amenaza que no existe" en lugar de emplear el tiempo en "debates más relevantes" como "la libertad de expresión" o "la erradicación de la pobreza".
La resolución aprobada por la OEA expresa su respaldo a Ecuador y rechaza "cualquier intento que ponga en peligro la inviolabilidad de sus misiones diplomáticas". Recuerda también los principios por los que se rigen las relaciones entre los estados e insta a los gobiernos de Ecuador y el Reino Unido a continuar con "un diálogo de acuerdocon el Derecho Internacional".
La OEA había accedido a examinar la disputa diplomática entre Ecuador y el Reino Unido en una reunión extraordinaria de los ministros de Exteriores de la institución. Sólo un tercio estuvo presente en su sede de Washington. Pero eso no fue un obstáculo para el Gobierno ecuatoriano, que aprovechó el encuentro para censurar a las autoridades británicas y recibir el respaldo de la mayoría de los gobiernos del hemisferio occidental.

'Nosotros tenemos la razón y otros la fuerza'

"Nosotros no nos arredramos", proclamó antes del final de su intervención el ministro ecuatoriano Ricardo Patiño, "no nos atemorizamos porque la razón no pide la fuerza. Nosotros tenemos la razón y otros tienen la fuerza y esa fuerza será combatida con la razón y por la solidaridad de muchos otros países".
La reunión se extendió durante unas cinco horas y se suspendió unos minutos en los prolegómenos de la votación de la resolución final. Antes se pronunciaron los representantes de todos los países miembros y los portavoces de Suecia y el Reino Unido, que pidieron la palabra para subrayar sus posiciones sobre la disputa en torno al caso de Julian Assange.
Las conversaciones giraron en torno a la presunta "amenaza" del Reino Unido de sacar por la fuerza al prófugo australiano de la embajada de Ecuador en Londres. El ministro Patiño condenó la actuación de las autoridades británicas y agradeció la solidaridad de los países vecinos. Luego hizo un repaso por los orígenes históricos del asilo remontándose a la Grecia clásica y comparando la situación de Assange con la de los judíos rescatados del Holocausto por el cónsul uruguayo de Hamburgo y con la de los españoles que buscaron refugio en las embajadas latinoamericanas en los últimos días de la Guerra Civil.
Los representantes del Reino Unido y Suecia rechazaron el lenguaje del ministro de Exteriores de Ecuador. El portavoz británico recordó que este asunto gira "sólo en torno a los cargos que pesan sobre Assange" y recordó que el australiano había agotado sus recursos ante la Justicia británica antes de violar las condiciones de su libertad refugiándose en la embajada de Ecuador.
La representante sueca subrayó que la legislación del país nórdico "no permite extraditar a nadie a un país donde corra el riesgo de afrontar la pena de muerte".

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ecuador otorga asilo a Julian Assange


Por AP/ Quito / web@laverdad.com
“El gobierno de Ecuador, fiel a su tradición de proteger a quienes buscan amparo en su territorio, ha decidido conceder asilo diplomático al ciudadano Julian Assange en base a la solicitud presentada”, informó hoy en rueda de prensa el canciller ecuatoriano Ricardo Patiño


Julian Assange ha estado refugiado en la embajada del Ecuador.
7 CLICS
Ecuador le otorgó asilo al fundador de WikiLeaks, Julian Assange, anunció hoy el canciller Ricardo Patiño.
Assange ha estado refugiado en la embajada de Ecuador en Londres desde el 19 de junio en un intento por evitar que lo extraditen a Suecia, donde es buscado por acusaciones de delitos sexuales.
En rueda de prensa, Patiño argumentó que “el gobierno de Ecuador, fiel a su tradición de proteger a quienes buscan amparo en su territorio, en los locales de sus misiones diplomáticas, ha decidido conceder asilo diplomático al ciudadano Julian Assange en base a la solicitud presentada”.
Añadió que para ello el gobierno hizo una “justa y objetiva valoración de las situaciones expuestas por el señor Assange, atendiendo a sus propios dichos y argumentaciones hace suyos los temores del recurrente (Assange) y asume que existen indicios que permiten presumir que puede haber persecución política”.
El presidente Rafael Correa, en su cuenta de Twitter, MashiRafael, dijo que “en estos momentos, desde Cancillería, Ricardo (Patiño) anunciará decisión oficial del Ecuador sobre caso Assange. Nadie nos va a atemorizar!”.
El drama que rodeaba la decisión se había intensificado desde temprano, cuando la policía británica arrestó a tres simpatizantes de Assange después de que se rehusaron a moverse del pequeño edificio de la embajada de Ecuador en Londres, en un intento por evitar que lo extraditen a Suecia.
Gran Bretaña dice que tiene la obligación legal de extraditar a Assange, pero causó una tormenta diplomática después de que el gobierno ecuatoriano dijo ayer haber recibido amenazas de ingresar por la fuerza en la misión diplomática si no entregaban a Assange.
WikiLeaks y Assange saltaron a la fama después de lanzar un enorme volumen de documentos secretos de Estados Unidos, lo que indignó a Washington y dio lugar a llamados de políticos estadounidenses para que fuera perseguido como un terrorista.
Assange y sus simpatizantes temen que el intento por extraditarlo a Suecia es un paso previo orquestado por Washington para enviarlo a Estados Unidos. Los funcionarios suecos han negado que el pedido de extradición esté políticamente motivado.
El analista y catedrático de la Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales Julio Echeverría dijo a The Associated Press que “Ecuador tiene una política internacional completamente impredecible y no refleja una madurez institucional en lo referente al respeto a principios, derechos, procedimientos y normas internacionalmente aceptadas”.
La postura de Ecuador “significa una ruptura de una relación tanto con Inglaterra como con Suecia, porque parte del supuesto que la justicia sueca se conduce bajo criterios políticos, lo cual es inaceptable, lo mismo que el supuesto que la justicia de esos países se conduce bajo presión de un tercer país, como Estados Unidos, lo cual también es inconcebible”, agregó.
Fuente original del periódico - 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Presidente de Ecuador no asistirá a Cumbre de las Américas en rechazo a exclusión de Cuba


El presidente de Ecuador, Rafael Correa, anunció este jueves que no asistirá a la Cumbre de las Américas, que se celebrará en Colombia el 14 y 15 de abril, en protesta por el boicot de Estados Unidos a la participación de Cuba.
Rafael Correa
“Personalmente ya no estoy dispuesto a volver a participar en estas cumbres, en las que no se debaten los problemas de los pueblos latinoamericanos”, dijo el mandatario en una rueda de prensa en Ankara, donde está de visita oficial.

Correa detalló que el “boicot de Estados Unidos a la participación de Cuba” es el motivo por el que no acudirá a la cita de Cartagena de Indias (Colombia).
“En nuestra región hay problemas muy importantes, pero éstos nunca se debaten en esas cumbres. Como el embargo que Estados Unidos impone a Cuba: nunca se debate. Ni tampoco la ocupación británica de las Islas Malvinas”, dijo el presidente ecuatoriano.
“Se organiza una cumbre para los países latinoamericanos y se excluye a un país latinoamericano: Cuba no puede participar por el boicot estadounidense”, reiteró Correa.
“No quiero herir a mis amigos norteamericanos si digo que los pueblos latinoamericanos ya no estamos de acuerdo con que se organicen este tipo de cumbres”, agregó el presidente ecuatoriano.
“En estas reuniones se hacen todo tipo de declaraciones sobre la democracia, pero nunca se habla de la verdadera democracia; todo son palabras que nunca se convierten en hechos”, indicó Correa.