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sábado, 23 de março de 2013

ARGENTINA, 24 DE MARZO DE 1976 ... EL ROBO DE BEBES... LA NOCHE DE LOS LÁPICES... NUNCA MÁS !!



Nuestra solidaridad con el  combatiente Pueblo Argentino que há sufrido  una de las más sangrientas dictaduras que vivió  nuestra Latino América en el siglo XX.  
Una de las intervenciones golpistas  orchestradas por EEUU - através del   "PLAN CONDOR" - para controlar los avances de nuestros paises hacia una real  independencia  frente a la dominación económica y  política impuesta por los sucessivos gobiernos de aquel país.
Red Por Ti América





El 24 de marzo de 1976 se produjo en Argentina el último golpe militar encabezado por el dictador genocida Rafael Videla

Argentina sufrió un golpe Cívico Militar, donde secuestraron, torturaron y desaparecieron 30.000 mil personas. Hoy todavía los seguimos buscando a ellos y a los hijos que tuvieron en cautiverio, para los responsables los asesinos y los genocidas, JUICIO Y CASTIGO. para el pueblo NI OLVIDO NI PERDÓN, JUSTICIA...!!!


colectivo dignidad

                                                 LA NOCHE DE LOS LÁPICES...

El secuestro de seis estudiantes que participaron en una protesta por el boleto estudiantil, se conoce como La Noche de los Lápices. Fueron amordazados y encerrados en un centro de detención clandestino, maltratados y torturados con picana eléctrica y arrancándoles las uñas; las mujeres, dos de las cuales se encontraban embarazadas, fueron violadas. Luego todos fueron fusilados.





Nietos, historias con identidad - Juan Cabandié Alfonsín (1 de 2) - 19-09-12


La TV Pública presenta "Nietos, historias con Identidad", en este caso compartimos la historia de Juan Cabandié Alfonsín. Con relato de Víctor Hugo Morales y a través de testimonios de los protagonistas, se cuenta la historia de hijos de desaparecidos que recuperaron su identidad, y fueron restituidos a sus familias. Además, se invita a todos aquellos jóvenes que tienen dudas sobre su identidad a acercarse a Abuelas de Plaza de Mayo.




tomado del face: COLECTIVO DIGNIDAD

quarta-feira, 13 de março de 2013

QUEM É O PAPA FRANCISCO ?



                                                   foto agregada por ALINE CASTRO




O jesuíta cardeal Jorge Mario Bergoglio, novo papa eleito com o nome de Francisco, participa da reacionária Fraternidade Comunhão e Libertação. Ele é extremamente conservador, e um grande inimigo da Teologia da Libertação.

Na eleição do novo papa em 2005 ele foi um forte concorrente e quase ganhou a disputa de Bento XVI. Ao contrário de Bento XVI, que embora fosse extremamente conservador teve profundas ligações com a integrista católica, mas neoliberal Opus Dei, este novo papa representa a linha integrista adotada por Leão XIII, Pio X e Pio XII, que é a volta do mais puro conservadorismo católico, onde a igreja tentará se mostrar como uma “nova opção” de poder. Durante o ápice da crise Argentina ele fez o discurso contra a esquerda, ao mesmo tempo em que questionava a globalização liberal burguesa, discurso que não tem nada de novo, e faz voltar à visão católica que levou ao surgimento do fascismo, do salazarismo, etc..

Quando a Ordem dos Jesuítas começou na Argentina a seguir os caminhos do Vaticano II, e da sua expressão máxima que foi a Teologia da Libertação, dentro desta Ordem ele foi um dos principais responsáveis por frear avanço desta Tendência. Enquanto provincial jesuíta na Argentina, organização que lá dirigiu com braço de ferro, Bergoglio ordenou que os jesuítas continuassem seu trabalho nas paróquias e atuassem como vigários em vez de se meterem em “comunidades de base” e ativismo político em defesa da “Igreja dos pobres”, da do  “Cristo vivo”, papel que a Teologia da Libertação defende, que considera uma forma de estimular a luta entre as classes sociais.

Na Argentina Ele foi acusado de retirar proteção de sua ordem a dois jesuítas que foram sequestrados clandestinamente pelo governo militar por fazerem trabalho social em bairros muito pobres. Os padres foram presos e torturados, mas sobreviveram a prisão.
O fato foi descrito no livro "Silêncio", do jornalista Horacio Verbitsky, que é presidente da CELS, entidade defensora dos direitos humanos. A publicação relata o testemunho de Orlando Yorio, um dos jesuítas sequestrados, presos e torturados, fato que o novo papa sempre negou.
O sociólogo Fortunato Mallimacci, ex-decano da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires disse que a história o condena, deixando claro que ele é alguém contrário a todas as experiências progressistas dentro da Igreja. O  Mallimacci também disse que é certo de que ele, na época da ditadura militar, esteve muito perto do comando dos militares.

Na mesma época, nos anos setenta na Argentina , na província de La Rioja, ocorreram os assassinatos dos padres Carlos de Dios Murias e Gabriel Longueville, ligados ao também assassinado bispo Enrique Angelelli, uma das figuras emblemáticas da “Teologia da Libertação”. A Igreja na Argentina se calou.
 Ele defende a organização das classes de forma corporativa  como a união das mesmas em prol do estado nacional. Ideia pregada por Leão XIII, que posteriormente deu origem ao fascismo e a outros “ismos” de extrema direita.

Do ponto de vista da “moral” e dos “bons costumes” Bergoglio é visto como um ortodoxo inflexível em matéria de moral sexual, assim não aceitando o sexo livre, tanto em relação aos heteros, como é totalmente contrário ao homossexualismo, contra a adoção de crianças por casais gays, como convicto opositor ao aborto, sendo este último é o único ponto em comum encontrado entre os conservadores, os moderados e os progressistas.

Ao contrário de Bento XVI, que se aliou aos diversos grupos da extrema direita católica para chegar ao poder, mas depois de eleito em parte mudou o discurso ao pregar a unidade de todos os setores da Igreja em prol do fortalecimento do catolicismo neste momento de extrema crise que a ICAR passa: pedofilia, corrupção, etc., o que irritou aos seus, mas não trouxe para perto de si os progressistas, que antes perseguiu e tentou destruir, assim se isolando a direita e a esquerda, este novo papa não cometerá o mesmo “erro fatal”, que levou o outro a renunciar.

 O papa Francisco está à direita de Bento XVI. Mais a direita do que ele somente a TFP e outras Ordens mergulhadas na escuridão total da Idade Média.

Embora o novo papa, tal qual o antecessor, estejam muito mais para as teses do Concílio Vaticano I, as defendidas pela TFP, do que as que foram apresentadas no Vaticano II. Qualquer desavença que tenham se dá entre integristas, entre os que defendem a ideia da Igreja fechada em si mesmo, e não dá aberta para o mundo.

Mais sobre a Fraternidade Comunhão e Libertação:

http://molinacuritiba.blogspot.com.br/2013/03/quem-e-o-papa-francisco.html

domingo, 3 de março de 2013

ARGENTINA: ‎"MALVINAS NO ES UN CASO DE AUTODETERMINACIÓN":


‎                                                             foto agregada por ALINE CASTRO


Diego Morejón, presidente del comité de descolonización de la ONU y embajador de Ecuador ante Naciones Unidas, afirma que el referéndum no será tratado por el organismo.

En el Comité de descolonización no se ha tramitado ninguna gestión sobre el tema Malvinas. No existe procedimiento de autodeterminación", confirma desde Nueva York Diego Morejón Pazmiño, embajador permanente de Ecuador en las Naciones Unidas y presidente del Comité que debe examinar y acompañar los procesos que lleven a la erradicación de los pueblos colonizados o, como los define la ONU, "territorios no autónomos". Sus palabras cobran relevancia a una semana de que los habitantes de las Malvinas respondan en las urnas si quieren "conservar su estatus político actual como un Territorio de Ultramar del Reino Unido".

"Yo creo que la gente que vive ahí puede hacer lo que quiera. Es un derecho que tienen y que no se les puede negar. Pero la discusión igual no es la autodeterminación sino la soberanía según los documentos de las Naciones Unidas", explica Morejón.

"Malvinas existe en la lista (de territorios no autónomos) por una decisión unilateral del Reino Unido que se remite al año 46. Entonces, si usted ve la lista verá que aparece territorio Malvinas, potencia administradora Gran Bretaña. Ahí está en el papel la relación de dependencia.

Pero varias resoluciones de las Naciones Unidas han establecido la necesidad de que los dos países se sienten a discutir un tema que ha sido tratado como de soberanía. Y cuando son temas de soberanía el Comité de descolonización no tiene nada que hacer ni sugerir. Aún más, el tema no debería existir porque si las Malvinas son argentinas, y ese es elpunto de vista ecuatoriano, así debería expresarse y quedar definido de manera permanente", abunda.

La seguridad de Morejón se fundamenta en el largo tiempo de estudio que le ha dedicado al tema y a su trabajo al frente de un Comité en el que recientemente ha sido reelegido "por aclamación", según consta en los documentos de la ONU. Hasta 2014 seguirá presidiendo el organismo que tiene que cumplir con uno de los principales objetivos fundacionales de las Naciones Unidas.



foto agregada por ALINE CASTRO

domingo, 13 de maio de 2012

LAS MADRES: Desde el dolor y la esperanza

Un especial para todas las madres del planeta, para aquellas que luchan contra la injusticia y el olvido
     Las madres de Soacha, cuyos hijos fueron asesinados por el Ejército colombiano y presentados como guerrilleros dados de baja en combate, se han convertido en un símbolo actual de la lucha en contra de la injusticia y la impunidad.

Ilustración publicada por ALEXANDRA TORO, Bogotá - Colombia en Plastilinacreativa  

  
Las mujeres en Colombia son las más afectadas por la guerra.
Muchas madres indígenas, campesinas y afrodescendientes han sido desplazadas,
sus hijos y familiares víctimas de masacres, desapariciones, asesinatos. 


“El señor Presidente nunca tiene tiempo para nosotras” - Entrevista a una de las madres de soacha



 MAGDALENAS POR EL CAUCA


http://magdalenasporelcauca.wordpress.com/



MADRE TIERRA
http://red-latina-sin-fronteras.lacoctelera.net/post/2010/04/20/mensaje-la-cumbre-la-madre-tierra-eduardo-galeano


PROHIBIDO ENTERRAR LA VERDAD / Medellín - Comuna 13
http://www.reporterosdecolombia.net/node/185

PORQUE VIVOS SE LOS LLEVARON / Madres de La Candelaria
 http://www.madresdelacandelaria.org/




« Las mujeres no parimos más hijos ni más hijas para la guerra »
http://www.rutapacifica.org.co/



ANTE LA IMPUNIDAD DE LAS DICTADURAS / América Latina
Uruguay, Chile, Paraguay, Brasil, Bolivia, Argentina, Nicaragua, El Salvador, Honduras; países de américa latina que han tenido dictaduras militares, orquestadas, preparadas y auspiciados desde el principal laboratorio de guerra de nuestro continente: La Escuela de las Américas. En cada país distintas estrategias de exigencia por la verdad y contra la impunidad surgieron dando lecciones de persistencia y construyendo una memoria que pretende ser silenciada.
http://www.desaparecidos.org/fedefam/

LAS MADRES DE JUÁREZ / México
En Ciudad Juárez desaparecen mujeres y no se vuelve a saber más de ellas, a menos que sus raptores decidan hacer aparecer sus cuerpos sin vida y con evidencias claras de haber sido brutalmente torturadas y asesinadas, violadas y arrancadas partes de su cuerpo o quemadas. Las familias que participamos en este movimiento hemos convertido en fuerza nuestro dolor. Después de enfrentarnos, además del brutal asesinato de nuestras hijas, a la ineptitud, intransigencia, encubrimiento, corrupción, a la más indiferente actitud de funcionarios y autoridades. http://www.mujeresdejuarez.org/
Video Amnesty International - Mujeres de Juarez


"Pienso en las Madres de la Plaza de Mayo, cuya ronda de todos los jueves a las tres de la tarde es un ritual que habla -para quien puede entenderlo- a los más profundos estratos de la conciencia. Varias veces me acerqué a esa plaza como quien se acerca a un lugar sagrado. Aquellas mujeres vestidas de negro, con sus pañoletas blancas y las fotografías de sus Desaparecidos entre sus manos, mantienen viva la conciencia moral del continente... Han preferido seguir siendo llama eterna que arde junto al sepulcro de la dignidad humana, donde ofician como intransigentes centinelas de su resurrección. Tienen la convicción de que a sus Desaparecidos  -despojados cruelmente de su vida y dignidad- sólo les quedó el Derecho a la Justicia, del cual ellas no los despojarán mientras vivan. Qué sería del continente sin este humanitario testimonio?". 20 años de Asfaddes - Javier Giraldo M, Sacerdote jesuíta colombiano. Leer más...

Chico Buarque- Homenaje a las Madres de Plaza de Mayo




LAS MADRES DEL CARACAZO / Venezuela
Las madres y familiares de las víctimas de la violenta represión a las protestas populares en 1989 se han unido para exigir verdad, justicia, para documentar los casos. Una vez levantado el toque de queda, los familiares de estas víctimas se encontraron en la morgue de Bello Monte, donde descubrieron que su caso no era aislado y que, por el contrario, había cientos de madres, esposas, hijos e hijas reclamando los cadáveres de sus familiares muertos y en muchos casos desaparecidos.
http://www.cofavic.org.ve
A 21 años del caracazo - video


LAS MADRES DE LOS DESAPARECIDOS / Honduras
El Comité de Familiares de Detenidos Desaparecidos en Honduras
- COFADEH, surge al iniciar la década de los años ochenta, en plena aplicación de la Doctrina de Seguridad Nacional, marcada por la militarización de la sociedad y la subordinación extrema de las instituciones civiles a las fuerzas armadas. Este marco propició el uso de métodos y técnicas de terrorismo de Estado, que acabaron metiendo a la disidencia social y política a un callejón de 10 años teñidos de sangre e impunidad. Esa es “La Década Perdida”, de la que el COFADEH es sobreviviente.
http://www.cofadeh.org/

LAS ARPILLERAS: MUJERES COSIENDO HISTORIAS / Chile

En 1974, un pequeño grupo de mujeres cuyos hijos habían desaparecido desde su detención, comenzaron a reunirse para confeccionar tapices (tapestries). Sus trabajos tienen un fuerte contenido de denuncia de los crímenes contra derechos humanos en su país. Las arpilleras se crearon en un ambiente de silencio y miedo, y narran historias a través de colores y formas. En ellas se describen eventos de la vida de la nación: historias de pérdidas, de la negación del futuro, de la ausencia de felicidad, del deseo de paz. A las mujeres las une el dolor, la ausencia y la búsqueda inútil de sus parientes perdidos. Leer más...
Caleidoscopio: Mujeres cosiendo historias - TVE



LAS VOCES DE LAS MADRES PALESTINAS / Medio Oriente


Una vez más, los niños se han convertido en las víctimas más frágiles e indefensas de la sociedad civil en el conflicto del medio oriente. Las escuelas permanecen cerradas, escasean la comida y los medicamentos... La sociedad civil, por su parte, está empezando a organizarse en torno a las madres de los niños asesinados, tal y como ocurrió durante las etapas más duras de la primera Intifada que se inició en 1987. Leer más..

UN DOLOR CONVERTIDO EN POESÍA / Ruanda
 
 

YOLANDE MUKAGASANA nació en Ruanda en 1954. Sobrevivió el genocidio de 1994, donde perdió a sus tres hijos, a su marido y a sus hermanos. En memoria del genocidio y con objeto de ayudar a la reconstrucción de su país, escribió tres libros titulados La Muerte No Me Desea; No Temas Saber; y Las heridas del Silencio. Hoy, ella ha formado una nueva familia al adoptar a tres de sus sobrinas que quedaron huérfanas en el genocidio. Leer más...
 
EL PAÍS DE LOS NIÑOS PERDIDOS / España
En España continuan existiendo más de 150.000 desaparecidos en fosas clandestinas y un número indeterminado de niños robados por la dictadura de Franco a sus verdaderas familias, y entregados a otras afines al régimen consideradas como "más adecuadas".
Los niños perdidos del franquismo - Documental

TENGO DERECHO A SABER QUE HA PASADO / Chipre




"El 15 de agosto de 1974 a las 9:30 de la mañana el ejército turco entró a nuestro pueblo. Nos detuvieron (...) Mujeres y niños regresamos a nuestros hogares. A los hombres los dejaron con la excusa de que debían interrogarlos. Nos prometieron que los dejarían libres. Nunca más los volví a ver. Como ser humano, como madre, como esposa, tengo derecho a saber que ha pasado con nuestros seres queridos. Exigimos una respuesta. ¿Dónde están los desaparecidos?". Panayota Solomí, símbolo de las madres chipriotas en su lucha por la justicia. Leer más...


http://comunicaciones.acantioquia.org/

contacto: elretornoproducciones@gmail.com - elretornoproducciones@hotmail.com

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Repsol negociaba la venta de YPF a la china Sinopec


Las negociaciones, frustradas tras la nacionalización, se desarrollaban a espaldas del Gobierno argentino, según 'Financial Times'

 La nacionalizaciópn de YPF  por parte de Argentina ha podido desbaratar los planes de Repsol para vender su filial Argentina a la petrolera China Petroleum & Chemical Corporatión (Sinopec), según informa este miércoles el diario Financial times.Este diario asegura que justo antes de que el Gobierno argentino anunciara la nacionalización la compañía española mantenía contactos con la petrolera china para vender su participación.
Repsol y Sinopec ya colaboran en sus operaciones en Brasil. Los contactos para la venta se habrían desarrollado a espaldas del Gobierno argentino, a pesar de que el Ejecutivo de Cristina Fernández debía dar su visto bueno a la operación en virtud de su 'acción de oro' en YPF. Los planes se frustaron el pasado lunes tras la expropiación de un 51% del accionariado de la compañía en manos de Repsol.
En una rueda de prensa celebrada este martes en Madrid, el presidente de Repsol, António Brufau, cifró el valor de YPF en 18.300 millones de dólares (unos 14.000 millones de euros) y reconoció haber recibido propuestas por escrito de varias empresas internacionales para adquirir una parte de YPF, pero no se refirió en concreto a Sinope
El interés de las compañías petroleras chinas por YPF no es nuevo: en 2009 Petrochina y CNOOC mostraron su interés en adquirir la compañía a un precio de más de 15.000 millones de dólares.




terça-feira, 17 de abril de 2012

La nacionalización de YPF, filial de Repsol, por el gobierno de Argentina

Algunos esclarecimientos necesários sobre lo que esta pasando ahora entre el gobierno Argentino y el gobierno de España. Este texto me fue enviado por un amigo español y creo que es bueno que podamos compartir con los demás.


Pijus Economicus


El gobierno de Argentina, presidido por Cristina Fernández de Kirchner, ha confirmado los rumores de los últimos días y ha anunciado la nacionalización de la empresa YPF, filial de la multinacional REPSOL. En este post recopilamos la información más relevante que hemos publicado estos días sobre esta cuestión.
En primer lugar conviene hacer algunas aclaraciones acerca de la propia medida, pues de momento las informaciones son imprecisas. Se habla tanto de “expropiación” como de “nacionalización” y de “compra”, sin precisar mucho más. Las definiciones son importantes y deben acompañar a los conceptos, pero hasta el momento la información disponible nos indica que se trata, efectivamente, de una nacionalización –por lo tanto pagada, pero sin precio asignado hasta el momento- por parte del gobierno argentino. No se trata de una decisión voluntaria por parte de las dos partes, sino de una decisión unilateral que, no obstante, asigna un precio a la entidad por adquirir[1].

En segundo lugar, YPF es una entidad que no es propiedad al cien por cien de la multinacional Repsol. En realidad Repsol controla en torno al 57% de YPF, lo que la convierte en el socio mayoritario y el que tiene poder de control y gestión, pero no es el beneficiario pleno de la actividad de YPF. El resto de la empresa es propiedad de capital privado argentino y de capital flotante (propiedad de capital argentino y extranjero).
En tercer lugar, la historia es importante. YPF fue fundada en 1922 por el Estado argentino y fue de titularidad pública hasta 1992, cuando comenzó el proceso de privatización auspiciado por los organismos internacionales –especialmente el Fondo Monetario Internacional- en el marco de los llamados planes de ajuste. La empresa terminó de privatizarse en 1999 cuando Repsol –otra empresa que fue en otro tiempo pública, en este caso española- se hizo con la mayoría de las acciones de YPF.
Durante la etapa de la “sustitución de importaciones” -a partir años treinta- YPF jugó un rol fundamental en la reestructuración de la economía argentina. La influencia de los autores dependentistas y neomarxistas llevó a Argentina a una estructura económica que la situó entre los países más avanzados del mundo en la época de posguerra, atrayendo a gran parte de los refugiados por la II Guerra Mundial. Su modelo de exportación de materias primas fue progresivamente sustituido por uno en el que la industria jugaba un rol crucial, proporcionando un modelo de crecimiento más sólido que permitió unas condiciones laborales estables y un incipiente sistema de protección social.
Tras la dictadura militar y la crisis estructural de los años setenta y ochenta, el gobierno argentino de Carlos Menem fue el responsable de la privatización, si bien fueron las políticas del Consenso de Washington las que inspiraron dicho proceso. Junto a esa privatización se dieron reformas estructurales que llevaron a la privatización de los planes de pensiones, reformas en el mercado de trabajo que precarizaron las condiciones laborales y otras reformas que llevaron a la gravísima crisis de 2000. Sólo después de que Argentina se rebelara contra el FMI y sus planes de ajuste, incluso acometiendo una quita de la deuda –no pagar parte de la deuda externa-, pudo el país volver a remontar aquella situación.
En cuarto lugar, Repsol no es técnicamente una empresa española, y en absoluto es propiedad de todos los españoles. Más del 50% de la multinacional es propiedad del capital extranjero (el 42% pertenece a fondos de inversión extranjeros –gestionados habitualmente por grandes bancos- y el 9’5% pertenece a la empresa mexicana PEMEX). El resto de la empresa es propiedad del grupo de capital privado español Sacyr (10%), de una entidad financiera española como Caixabank (12’83%) y de más capital privado español.
En quinto lugar, Repsol proporciona beneficios a la economía española que podrían considerarse nimios. Repsol declara en España el 25% de sus beneficios totales por todo el mundo, y en 2010 pagó impuestos aquí por valor de 949 millones de euros a un tipo impositivo efectivo del 26’8%. Ello quiere decir que ni siquiera paga el 30% que corresponde como tipo nominal por tributar en España. Repsol paga otro tipo de impuestos en los países donde opera, como Argentina o Libia, pero también tiene operaciones en paraísos fiscales. Y su operativa financiera muy probablemente no se contabilice en España.
En sexto lugar, el crecimiento y desarrollo de Repsol –que debe mucho a la privatización argentina de YPF- no es igual de beneficioso para todas las partes que conforman la multinacional. Mientras los beneficios contables han crecido un 11’97% entre 1998 y 2007, el salario medio de sus empleados sólo ha crecido un 1’71%. Eso quiere decir que los mayores beneficiados han sido los accionistas privados –fundamentalmente grandes empresas extranjeras y otras españolas- y no sus trabajadores.
En séptimo lugar, Repsol-YPF en tanto que empresa privada sólo persigue maximizar el beneficio en el corto plazo –para sus accionistas, además-, de modo que su estrategia empresarial no tiene por qué alinearse necesariamente con la estrategia de desarrollo de la economía argentina. Esta es precisamente una de las razones que aduce el gobierno argentino, que desea recuperar la empresa para poder usarla como instrumento efectivo de desarrollo.
En definitiva, hablamos de un fenómeno económico que debe analizarse desde un enfoque adecuado. No están enfrentados los intereses de dos naciones distintas, sino los intereses nacionales de Argentina y los intereses económicos de sujetos privados de distintas nacionalidades –y entre ellas, en menor grado, españoles-. Por lo tanto, es una falacia considerar esta medida económica como un ataque a España. Es una compra legal, que en todo caso podría estar minusvalorada –ya veremos-, y que afecta a los intereses de unos sujetos económicos –grandes empresas y bancos- que no comparten beneficios con el resto de la sociedad.
Esta no es la guerra de los trabajadores españoles. En todo caso queda pendiente ver si la gestión de YPF, a partir de ahora en poder del Estado argentino, será beneficiosa para los trabajadores argentinos o si, por el contrario, será YPF un instrumento al servicio de las oligarquías argentinas. No obstante, no es ese el tema que ahora nos ocupa.
Es una vergüenza que el gobierno español salga en defensa de los intereses de las grandes empresas españolas que poseen un capital minoritario de Repsol, en perjuicio de los intereses nacionales de un país soberano como Argentina. Más aún cuando mientras eso ocurre el gobierno está efectuando políticas de recortes que hacen recaer el peso de la crisis sobre la población española más desfavorecida.
Para el gobierno del PP el grado de atención y ayuda prestada depende del tamaño del bolsillo. Lo que debería hacer el PP, en vez de proteger los intereses de los más ricos, es replantearse su política económica y reflexionar acerca de si no es mejor opción de política económica imitar a Argentina y proceder a la recuperación de determinados instrumentos políticos. Instrumentos que deberían ponerse al servicio de los españoles en su conjunto, y no de unos pocos adinerados con capacidad para especular en distintos mercados financieros –entre ellos el de acciones.
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