Mostrando postagens com marcador DICTADURA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DICTADURA. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de março de 2013

CHILE: CON DIVERSAS ACTIVIDADES EN SANTIAGO Y REGIONES SE CONMEMORA EL DÍA DEL JOVEN COMBATIENTE.



Diversas actividades a nivel nacional y regional se llevaran a cabo entre los días 26 al 4 de Abril, con motivo de la conmemoración del día del joven combatiente, fecha que recuerda el asesinato de los hermanos Rafael y Eduardo Vergara Toledo, perpetrado el 29 de marzo de1985 por agentes de Carabineros, durante la dictadura de Pinochet y la derecha Chilena.

Muchas son las organizaciones sociales, y movimientos políticos de izquierda chileno que realizan actividades culturales, recitales, pantallazos, encuentros políticos, marchas y actos memoriales.

Una de ellas es la velatón organizada en el Parque Juan Moya comuna de Ñuñoa, lugar en que los asistentes prenderán velas, repartirán información a transeúntes y se exhibirán imágenes que recuerda a los hermanos Vergara Toledo en pantalla gigante.

En Valdivia, los asistentes podrán participar del “seminario internacional del joven combatiente” y de un acto homenaje al fallecido comandante de Venezuela Hugo Chávez, acto organizado en la misma Universidad Austral, actividad que coincide con otros seminarios y actividades organizadas en Santiago y Valparaíso.
En Puerto Maontt, se realizara una jornada reflexiva-cultural en torno a esta fecha emblemática, enfatizando el caso de José Huenante, joven Mapuche secuestrado por Carabineros de Puerto Montt desde el 2005 a la fecha sin paradero conocido. Habrá espacios de conversación, feria libre y Música/poesía.

En Villa Francia, lugar en que fueron asesinados los dos hermanos, se llevara a cabo la tradicional caminata en Av. Las Rejas con 5 de Abril. Con dirección a la Plaza El Faro, donde se llevara a cabo el acto central.


El crimen de los hermanos Vergara Toledo ocurrió durante un “operativo” realizado por agentes de Carabineros en la población Villa Francia, de Estación Central, en el contexto de un recrudecimiento de la represión política en Chile y, particularmente, de diversos asesinatos perpetrados por agentes de la dictadura. En su momento, la monopolizada prensa le dio rienda al montaje e informó que los hermanos Rafael (18) y Eduardo (20) -ambos militantes del Movimiento de Izquierda Revolucionaria (MIR)- se aprestaban a asaltar un almacén local cuando un grupo de carabineros compuesto por Francisco Toledo Puente, Jorge Marín Jiménez, Mauricio Muñoz Cifuentes y el subteniente Alex Ambler Hinojosa les habría encontrado "en el acto", a lo cual procedieron a dispararles.

Lo cierto es que desde la patrulla Z-955 de la Tenencia Alessandri de Estación Central dispararon contra los hermanos. “A Eduardo lo mataron por la espalda", señaló la familia en un medio informativo. “Rafael vio a su hermano en el suelo, retrocedió para ayudarlo y lo hirieron... Pero estaba vivo. Se produjo un apagón y, al rato, Rafael apareció muerto junto a Eduardo. Le dieron un tiro en la nuca a muy corta distancia.
Diversas son las actividades a nivel nacional y regional que se llevaran a cabo entre los días 26 al 4 de Abril, con motivo de la conmemoración del día del joven combatiente, fecha que recuerda el asesinato de los hermanos Rafael y Eduardo Vergara Toledo, perpetrado el 29 de marzo de1985 por agentes de Carabineros, durante la dictadura de Pinochet y la derecha Chilena.



recibido de Prensa opal chile

quarta-feira, 13 de março de 2013

QUEM É O PAPA FRANCISCO ?



                                                   foto agregada por ALINE CASTRO




O jesuíta cardeal Jorge Mario Bergoglio, novo papa eleito com o nome de Francisco, participa da reacionária Fraternidade Comunhão e Libertação. Ele é extremamente conservador, e um grande inimigo da Teologia da Libertação.

Na eleição do novo papa em 2005 ele foi um forte concorrente e quase ganhou a disputa de Bento XVI. Ao contrário de Bento XVI, que embora fosse extremamente conservador teve profundas ligações com a integrista católica, mas neoliberal Opus Dei, este novo papa representa a linha integrista adotada por Leão XIII, Pio X e Pio XII, que é a volta do mais puro conservadorismo católico, onde a igreja tentará se mostrar como uma “nova opção” de poder. Durante o ápice da crise Argentina ele fez o discurso contra a esquerda, ao mesmo tempo em que questionava a globalização liberal burguesa, discurso que não tem nada de novo, e faz voltar à visão católica que levou ao surgimento do fascismo, do salazarismo, etc..

Quando a Ordem dos Jesuítas começou na Argentina a seguir os caminhos do Vaticano II, e da sua expressão máxima que foi a Teologia da Libertação, dentro desta Ordem ele foi um dos principais responsáveis por frear avanço desta Tendência. Enquanto provincial jesuíta na Argentina, organização que lá dirigiu com braço de ferro, Bergoglio ordenou que os jesuítas continuassem seu trabalho nas paróquias e atuassem como vigários em vez de se meterem em “comunidades de base” e ativismo político em defesa da “Igreja dos pobres”, da do  “Cristo vivo”, papel que a Teologia da Libertação defende, que considera uma forma de estimular a luta entre as classes sociais.

Na Argentina Ele foi acusado de retirar proteção de sua ordem a dois jesuítas que foram sequestrados clandestinamente pelo governo militar por fazerem trabalho social em bairros muito pobres. Os padres foram presos e torturados, mas sobreviveram a prisão.
O fato foi descrito no livro "Silêncio", do jornalista Horacio Verbitsky, que é presidente da CELS, entidade defensora dos direitos humanos. A publicação relata o testemunho de Orlando Yorio, um dos jesuítas sequestrados, presos e torturados, fato que o novo papa sempre negou.
O sociólogo Fortunato Mallimacci, ex-decano da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires disse que a história o condena, deixando claro que ele é alguém contrário a todas as experiências progressistas dentro da Igreja. O  Mallimacci também disse que é certo de que ele, na época da ditadura militar, esteve muito perto do comando dos militares.

Na mesma época, nos anos setenta na Argentina , na província de La Rioja, ocorreram os assassinatos dos padres Carlos de Dios Murias e Gabriel Longueville, ligados ao também assassinado bispo Enrique Angelelli, uma das figuras emblemáticas da “Teologia da Libertação”. A Igreja na Argentina se calou.
 Ele defende a organização das classes de forma corporativa  como a união das mesmas em prol do estado nacional. Ideia pregada por Leão XIII, que posteriormente deu origem ao fascismo e a outros “ismos” de extrema direita.

Do ponto de vista da “moral” e dos “bons costumes” Bergoglio é visto como um ortodoxo inflexível em matéria de moral sexual, assim não aceitando o sexo livre, tanto em relação aos heteros, como é totalmente contrário ao homossexualismo, contra a adoção de crianças por casais gays, como convicto opositor ao aborto, sendo este último é o único ponto em comum encontrado entre os conservadores, os moderados e os progressistas.

Ao contrário de Bento XVI, que se aliou aos diversos grupos da extrema direita católica para chegar ao poder, mas depois de eleito em parte mudou o discurso ao pregar a unidade de todos os setores da Igreja em prol do fortalecimento do catolicismo neste momento de extrema crise que a ICAR passa: pedofilia, corrupção, etc., o que irritou aos seus, mas não trouxe para perto de si os progressistas, que antes perseguiu e tentou destruir, assim se isolando a direita e a esquerda, este novo papa não cometerá o mesmo “erro fatal”, que levou o outro a renunciar.

 O papa Francisco está à direita de Bento XVI. Mais a direita do que ele somente a TFP e outras Ordens mergulhadas na escuridão total da Idade Média.

Embora o novo papa, tal qual o antecessor, estejam muito mais para as teses do Concílio Vaticano I, as defendidas pela TFP, do que as que foram apresentadas no Vaticano II. Qualquer desavença que tenham se dá entre integristas, entre os que defendem a ideia da Igreja fechada em si mesmo, e não dá aberta para o mundo.

Mais sobre a Fraternidade Comunhão e Libertação:

http://molinacuritiba.blogspot.com.br/2013/03/quem-e-o-papa-francisco.html

sexta-feira, 18 de maio de 2012

BRASIL: ... TORTURA NUNCA MAIS ...

                                                                  DILMA ROUSSEF,
         PRISIONEIRA POLÍTICA, TORTURADA EN LAS CÁRCELES DE LA DITADURA EN BRASIL
                                                             PRESIDENTA DO BRASIL

BRASIL: Comissão da Verdade quer incluir 370 camponeses na lista de vítimas da ditadura




Brasília - O governo quer incluir pelo menos 370 camponeses, assassinados entre 1961 e 1988, na lista oficial de mortos e desaparecidos da ditadura militar. São, principalmente, sindicalistas e lideranças de lutas coletivas que tombaram em decorrência da política repressora dos militares. Segundo o coordenador do Projeto Memória e Verdade da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Gilney Viana, a invisibilidade dos trabalhadores rurais é tão grande que eles foram alijados, até mesmo, das leis da Anistia, de 1979, e da Comissão de Mortos e Desaparecidos, de 1995, criadas para reparar a violência cometida pelos agentes de estado, durante o regime. “Esses camponeses são os desaparecidos dos desaparecidos”, afirma.


Autor do estudo que levantou nomes e biografias dos trabalhadores rurais mortos e desaparecidos, Gilney atesta que, de 1961, o chamado período pré-ditadura, até 1988, o da redemocratização, 858 camponeses foram, comprovadamente, assassinados no campo brasileiro. Além dos já 370 já catalogados pela pesquisa como vítimas do regime, há outros 488 casos em que não há informações suficientes para que seja feita a caracterização como tal.

O curioso, segundo ele, é que apenas 15% deles foram assassinados diretamente pelos agentes de estado. A maioria foi morta por jagunços e milícias a serviço dos latifundiários. “Mesmo no auge da ditadura, a repressão no campo foi praticamente majoritariamente pelos agentes privados. Os militares terceirizaram a repressão aos camponeses. Por isso, é tão difícil para os familiares dessas vítimas comprovarem a responsabilidade do Estado sobre os assassinatos”, acrescentou.



Nas palavras da deputada Erika Kokay (PT-DF), que presidiu a sessão convocada pela Comissão Parlamentar da Verdade para discutir o tema, “o estado alimentava a mão armada do latifúndio para substituí-lo na execução dos crimes”. Segundo ela, esses crimes precisam ser reconhecidos e punidos, para que a cultura da violência não perpetue no país. “A democratização não significou o arrefecimento da repressão no campo. A terra e seus trabalhadores continuam sendo tratados como pertences de uma pequena elite”, denunciou.

Giley Viana atestou que, de fato, o número de camponeses assassinados após a Lei da Anistia e no chamado período de redemocratização foi maior do que o registrado durante a ditadura. Entre 1964 e 1979, o período mais duro do regime, há registros de 246 mortos e desaparecidos. Entre 1979 e 1885, ou seja, da edição da Lei da Anistia à redemocratização, de 379. “Os militares, primeiro, acabaram com a resistência ao regime nas cidades para depois se dedicarem ao campo”.

O coordenador do Projeto Memória e Verdade ressaltou, ainda, que a
Comissão de Mortos e Desaparecidos, desde que foi criada, apreciou mais de 800 requerimentos de familiares de vítimas, reconhecendo um total de 457 vítimas da ditadura. Destas, apenas 17 eram camponeses. “Especialmente aqueles que tinham uma militância partidária pública. Os camponeses comuns, que não pertenciam à partidos políticos ou escondiam sua militância, não foram beneficiados pela lei”, contabiliza. Ele estima que a Lei da Anistia também não beneficiou os camponeses na proporção necessária. Dos 70 mil pedidos recebidos pela Comissão, menos de mil se referem ao seguimento.

O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do livro “Retrato da repressão política no campo – Brasil 1962-1985: camponeses torturados, mortos e desaparecidos”, Moacir Gracindo Soares Palmeira reiterou que, quando se fala em ditadura, se pensa quase que automaticamente em repressão a estudantes, jornalistas e militantes de esquerda. “Apesar da chamada agitação no campo ter sido apontada como uma das causas do golpe militar, muito pouco se falava sobre a repressão no campo, principalmente em função da censura”, observou.

Símbolo da resistência camponesa ao regime, o eterno militante maranhense, Manoel da Conceição, concorda que os trabalhadores rurais merecem o reconhecimento da história. Ele mesmo, que foi preso nove meses, sofreu toda sorte de torturas, perdeu uma perna e testemunhou execuções e chacinas, não sabe contabilizar o número de companheiros perdidos durante a luta pela terra e contra a repressão. E é exemplo vivo da inoperância do Estado em reparar as famílias dos camponeses vítimas do regime. Há seis anos processa o estado brasileiro, sem sucesso.

 18/05/2012
Por Najla Passos
Da Carta Maior

www.mst.org.br
foto  del libro agregada por ALINE CASTRO

BRASIL ABRE LOS ARCHIVOS DE LA DICTADURA : "Verdugos e vítimas" (Emir Sader)


Instala-se finalmente esta semana a Comissão da Verdade, com uma excelente composição, que permitirá que cumpra plenamente com as funções que lhe foram atribuídas. Estas são, centralmente, a apuração das violações dos direitos humanos promovidas pelo Estado brasileiro apropriado pela ditadura militar para impor um regime de terror no país; e escrever a interpretação que o Estado democrático brasileiro tem daquele período.

Esta visão orientará os trabalhos da Comissão, tipificando o que sucedeu no pais naquele período caracterizado pela ditadura militar e pelo ataque e destruição de tudo o que tivesse a ver com a democracia no Brasil. As pesquisas – sua sistematização e seu aprofundamento – deverão ocupar grande parte das energias e do tempo da Comissão, mas poderão se apoiar na extensa lista de investigações desenvolvidas por órgãos ligados aos direitos humanos nas ultimas décadas, para o que contarão com o a possibilidade de engajar pessoal qualificado para esse trabalho, com as dezenas de Comissões Estaduais da Verdade, assim como com órgãos ligados aos direitos humanos e com o apoio total da Presidência da Republica para dispor dos recursos que necessite.

A simples instalação da Comissão da Verdade deixa ouriçados os setores que estiveram, direta ou indiretamente, envolvidos. Tentam envolver a todos, para tentar banalizar as ações do regime de terror, do qual eles foram cumplices. Gostariam de igualar verdugos e vitimas, agentes da tortura e opositores ao regime, ditadura e democracia.

O que houve no Brasil foi uma ocupação do Estado pelas FFAA, que o militarizaram e impuseram uma ditadura no país. Daí as funções da Comissão da Verdade. Propor que se investiguem “dois bandos” é supor que o que houve de 1964 a 1985 foi uma guerra civil entre dois lados. Quando o que houve inquestionavelmente foi uma ditadura militar.

Aconteceu algo similar ao que ocorreu na Alemanha na época do nazismo, na Itália com o fascismo, na Espanha com o franquismo, em Portugal com o salazarismo. Não se tratou ali e não se trata hoje, de apurar as ações dos opositores a esses regimes totalitários, mas das ações desses regimes na violação da democracia e nos crimes cometidos contra seus opositores. Aqui também.

O incômodo que a Comissão da Verdade gera em setores que foram cúmplices da ditadura ou seus agentes diretos, por si só, é confissão de culpa. Ninguém deveria ter medo de falar na Comissão da Verdade. Aqueles que acreditam que seus nomes foram injustamente envolvidos em acusações de crimes e cumplicidade – sejam pessoas, órgãos da imprensa, associações políticas – deveriam se propor voluntariamente a declarar, para esclarecer, de uma vez por todas, seus tipos de envolvimento com a ditadura militar.

A Comissão da Verdade começa a funcionar esta semana e o Brasil finalmente poderá, de forma oficial, esclarecer o que ocorreu no período mais negativo da sua historia. Seremos melhores com o seu funcionamento e as conclusões que apresentar, teremos uma história mais transparente e estaremos mais protegidos contra a possibilidade de que aventuras ditatoriais como aquela voltem a assolar o país.
www.cartamaior.com.br