domingo, 15 de janeiro de 2017

Superfaturamento e corrupção são as marcas das prisões com gestão privada

Para ex-diretora-geral do sistema penitenciário do Rio de Janeiro, Julita Lemgruber, a privatização é o pior dos mundos.

Brasil de Fato | São Paulo (SP), 
No Brasil, existem 24 unidades funcionando com Parceiras Público-Privadas, com quase 14 mil presos. / Marcelo Camargo/Agência Brasil
As rebeliões ocorridas no início do mês nos presídios de Manaus (AM) e Boa Vista (RR), que vitimaram 56 e 33 presos, respectivamente, suscitaram uma série de questões sobre as condições de vida e modelo de gestão nos presídios brasileiros. A cultura do encarceramento, ancorada em leis mais rígidas, especialmente para crimes relacionados a drogas, e a manutenção das pessoas presas, com uma grande quantidade de presos provisórios nas unidades correcionais, arma a bomba relógio que é o sistema carcerário no país.
Segundo dados mais atualizados do Sistema Integrado de Informação Penitenciária (Infopen), em 2014 o Brasil tinha 622 mil presos - a quarta maior população carcerária no planeta -, e apresentava um déficit de 231 mil vagas. Certamente esses números hoje são maiores. Um salto significativo no número de pessoas encarceradas ocorreu com a aprovação da Lei de Drogas (11.343), em 2006. Segundo o relatório divulgado pela Organização Não Governamental (ONG) Human Rights Watch, nesta última quinta-feira (12), em 2005, 9% dos presos no Brasil estavam detidos por crimes relacionados a drogas. Quase dez anos depois, em 2014, esse número saltou para 28%. O documento alerta ainda que “as condições desumanas nas prisões e cadeias brasileiras são um problema urgente”.
Negócios
A proposta de privatização dos presídios, por meio das Parcerias - Público-Privada (PPPs), ou mesmo a chamada gestão compartilhada - em que o Estado terceiriza serviços básicos como alimentação, limpeza, manutenção técnica, entre outros -, prenuncia a criação de mais presídios, portanto mais vagas, e um custo por preso menor do que a média nacional nos presídios dos estados, além de um tratamento mais humanizado. Mas na prática, o que tem se mostrado não é exatamente isso.
Nos Estados Unidos, por exemplo, onde essas experiências tiveram início nos anos 1980, já houve condições de diagnosticar as vantagens e desvantagens destes modelos. Em agosto de 2016, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que deixará de usar prisões privadas para presos sob custódia federal. Ainda que essa medida atinja uma pequena parcela da população presa, já que a maioria deles está sob custódia estadual, ela foi vista como uma ação simbólica e que representa uma mudança de olhar na gestão carcerária. Em um memorando, a subsecretária de Justiça, Sally Yates, afirmou: "Não oferecem [os presídios privados] o mesmo nível de serviços correcionais, programas e recursos, não apresentam redução significativa de custos e não mantêm o mesmo nível de segurança e proteção."
No Brasil, existem 24 unidades funcionando com PPPs, com quase 14 mil presos, segundo informações da Associação Brasileira de Empresas Especializadas na Prestação de Serviços a Presídios.
A empresa Umanizzare, responsável pela gestão de parte do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, palco da rebelião que resultou em 56 mortos, administra outros seis presídios: quatro no Amazonas e dois em Tocantins. Os contratos de concessão administrativa são de 27 anos com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), podendo ser prorrogado até 35 anos.
O Ministério Público solicitou ao governo amazonense o encerramento dos contratos, pois há suspeita de irregularidades como superfaturamento, mau uso do dinheiro público, conflito de interesses empresariais e ineficácia da gestão. Segundo o MP, a Umanizzare recebe R$ 4,7 mil por mês para cada preso do Compaj, sendo que a média nacional é de 2,4 mil, de acordo com as informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Já em Tocantins, o Tribunal de Contas do estado aceitou o pedido do Ministério Público para realizar uma auditoria operacional no sistema carcerário.
Segundo Julita Lemgruber, socióloga e diretora-geral do sistema penitenciário do Rio de Janeiro entre 1991 e 1994, a privatização é o pior dos mundos porque traz a ilusão de que é rápido e fácil construir novas unidades prisionais e colocá-las em funcionamento. “O problema é que isso tem um custo para a sociedade. Estes contratos de Parceria-Público-Privada (PPP) são de 29, 30 anos, ou seja, o Estado se compromete em manter aquelas prisões com ocupação total por décadas”, afirma.
Pioneiro
O primeiro presídio brasileiro a operar na gestão regida pelas PPPs, e sendo privatizado desde sua construção, não opera como os presídios em Manaus, que são de gestões compartilhadas. Localizado em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), o complexo prisional completou quatro anos em janeiro, com 2.016 presos em três unidades: duas para regime fechado e uma para regime semiaberto. A empresa Gestores Prisionais Associados (GPA) recebe do governo de Minas Gerais o valor de R$ 3,5 mil por detento. Lá, não há problemas de rebeliões, pois ele não opera em situação de superlotação – dados do Infopen indicam que a taxa de ocupação dos estabelecimentos em cogestão ou privados é, em média, de 131%, quando a média nacional é de 161%.
Julita conta ainda que existe uma seleção rigorosa dos presos que irão cumprir pena nas instalações mineiras. “Eles só aceitam um tipo de perfil, que é o preso que não vai apresentar nenhum tipo de problema. Eles têm muito cuidado em filtrar quem vai para uma prisão privada. E assim, ela opera normalmente. Se tivéssemos prisões públicas com este tipo de filtro, seríamos exemplares também. E ainda recebendo valores muito mais altos do que o custo de um preso em uma prisão pública”, defende a socióloga.
Além disso, o questionamento que se levanta é que, toda a lógica de privatização impulsiona um maior encarceramento e o sucateamento das unidades públicas, encarando todo o modelo de reeducação prisional como um negócio. “O Brasil costuma ver seus problemas em curto prazo. Nós temos que olhar a longo prazo, e a privatização é um péssimo negócio econômico. Além do que, a gente sabe que nos EUA, por exemplo, essa relação de ilegalidade e de corrupção entre as empresas e os políticos é marca da privatização. Há inúmeras pesquisas que mostram que essas organizações acabam lutando por um endurecimento das leis porque elas querem manter suas prisões com 100% de ocupação. E algumas dessas prisões privadas, justamente com o objetivo de obter maior lucro, cortam custos, pagam piores salários e cortam serviços”, ressalta.
A margem de lucro das empresas que operam nos presídios brasileiros é de, pelo menos 8%, segundo dados extraídos do relatório da CPI do Sistema Carcerário, encerrada em 2015.
Falência da justiça criminal
Para a socióloga Julita Lemgruber, nas últimas décadas não houve nenhum investimento adequado na estrutura prisional, mas é preciso relacionar a crise também ao mau funcionamento do sistema de justiça criminal no Brasil. “Nós temos uma quantidade vergonhosa de presos provisórios (40% do total), por exemplo. E a gente já provou, por pesquisas, que a maior parte deles, quando julgados, acaba recebendo uma pena diferente da pena de prisão. Ou seja, eles ficam presos provisoriamente de forma absurdamente irregular e ilegal. Um dos problemas no Brasil é a falta de respeito às nossas leis”, afirma, citando ainda o trabalho de pesquisa realizado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), intitulado Ministério Público: guardião da democracia brasileira?, em que se demonstrou que o órgão não cumpre as funções que lhe foram destinadas pela Constituição de 88. “O que se percebe é que essas pessoas que integram o MP e o Judiciário são membros da elite, e uma elite que é reacionária, conservadora e punitiva”.
Leia trechos da entrevista:
Quais políticas e/ou falta delas, nos levaram à situação de barbárie que estamos presenciando hoje nos presídios?
Um dos problemas é a falta de respeito às nossas leis. A lei é muito clara em relação à prisão provisória, por exemplo. Ela diz que só deve ficar preso provisoriamente quem tiver possibilidade de tumultuar o processo, de intimar a testemunha ou pôr em risco a ordem pública. Na verdade, o nosso Judiciário e o Ministério Público, extremamente conservador e elitista, acabam usando essa referência ao risco à ordem pública como estratégia para manter as pessoas presas, quando a gente sabe que a grande maioria dos presos que povoam as prisões neste país são pessoas que não são violentas e que não são perigosas. Eu não estou defendendo a impunidade. As leis devem ser cumpridas. O problema é que a gente acaba privando da liberdade quem não é violento, quem não é perigoso, e que poderia ser punido com penas diferentes da pena de prisão, com penas alternativas ou prestação de serviços à comunidade, por exemplo. Enquanto sociedade, nós aplaudimos o Judiciário que escolhe prioritariamente a privação de liberdade como punição. Até mesmo porque é uma forma de controle social cara e que não transforma criminosos em não criminosos.
O objetivo desta estratégia em se manter as pessoas presas é uma forma de publicidade frente a essa sociedade?
Nós, enquanto sociedade, não ganhamos absolutamente nada com isso. É ilusório acreditar que taxa de criminalidade tem alguma relação com número de presos. Inúmeras pesquisas em vários países do mundo já demonstraram que a taxa de encarceramento não provoca reduções proporcionais na taxa de criminalidade. Agora, há essa crença fantástica de que a pena de prisão é o castigo por excelência que precisa ser distribuído. O que a gente sabe é que a pena de prisão serve de forma seletiva. Nestes casos, pessoas de outro extrato social que estão sendo punidas em forma de prisão, é ponto fora da curva. Porque meia dúzia de executivos de empreiteiras, ou de políticos que estão sendo encarcerados não é prova de que a lei é igual pra todos. A regra é que a pena de prisão foi feita para o pobre. Você não encontra, em sua quase totalidade dos presos, pessoas de extratos sociais mais privilegiados. Essas pessoas podem pagar bons advogados e se safam da cadeia.
A Lei de Drogas fortalece a cultura do encarceramento?
A Lei de Drogas é a legislação que retrata com fidelidade essa seletividade do sistema penal. É uma lei que dá margem ao Judiciário para condenar como traficante o jovem negro da favela que ou é usuário ou é aquele que está fazendo um pequeno tráfico, muitas vezes pra financiar o seu próprio consumo. Se você examina o usuário da zona sul do Rio de Janeiro, ou dos Jardins, em São Paulo, você vai ver que rotineiramente essas pessoas são paradas pela polícia e não são levadas para a cadeia, nem são rotuladas de traficante. A nossa legislação na área de drogas dá margem ao sistema de justiça criminal a rotular como traficante o pobre, negro, favelado, que porta pequenas quantidades de drogas para o seu próprio consumo.
Quais questões a senhora apontaria para mudar esse cenário?
O próprio Gilmar Mendes tem defendido, nos últimos dias, mutirões carcerários, descriminalização do uso de droga… Ele, como ministro do STF, tem sido lúcido nesta avaliação, e teve uma atuação importante no Conselho Nacional de Justiça que determinou mutirões carcerários que realmente contribuíram na redução de presos provisórios no país. O cardápio de ações está posto. Não é novidade para ninguém, todo mundo sabe o que precisa ser feito. Mas precisa ter vontade política para fazer e não pode ter medo da opinião pública.
Foto: Joka Madruga-Photojournalism na 15ªJornada de Agroecologia no Paraná. 


Lula denuncia o golpe e diz que um novo Brasil é possível

O ex-presidente participou de ato político durante o 29º Encontro Estadual do MST, na Bahia.

Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia
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Reunindo movimentos sociais, partidos de esquerda e organizações populares, o MST realizou na manhã desta quarta-feira (11) um grande Ato Político, durante o 29º Encontro Estadual do MST, no Parque de Exposições Agropecuária de Salvador. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do evento, destacando a importância do Movimento no processo de luta e organização da classe trabalhadora.

Durante o Ato, diversos representantes políticos ocuparam o palco da plenária, como Rui Falcão, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST, Elizangela Araújo, da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Valmir Assunção, deputado federal pelo PT, e Jaques Wagner.

De acordo com Lula, estamos vivendo em um país onde o dinheiro está concentrado nas mãos de poucos. “Foi por esse motivo que o golpe foi instaurado no Brasil, pois o capital percebeu que o pobre estava melhorando a qualidade de vida, tendo acesso a créditos, frequentando espaços antes acessíveis somente pela burguesia”, explicou.

Nesse sentido, falou que o projeto político construído pelo PT, nos anos de mandato presidencial, tem contribuído para mudar a vida das pessoas. Ele destacou alguns exemplos, como o Programa Universidade para Todos (Prouni), o Bolsa Família e o Luz para Todos.

Apontando alguns desafios a partir do olhar conjuntural, Rui Falcão afirmou que 2017 será o ano para avançar na luta pela terra e contra a reforma da previdência, “que vem acabar com os direitos do povo brasileiro”. Disse ainda que devemos recuperar o caminho do desenvolvimento, jogando abaixo o golpe instalado.

Lutar por direitos

Para João Pedro Stedile, da direção nacional do MST, temos que lutar por direitos, que a burguesia quer nos usurpar. “Estamos lutando a 30 anos contra a exploração da burguesia e não abriremos mão da luta política. Pois, sempre que o País entra em crise, quem paga a conta é o trabalhador”.

Pensando nestas questões e projetando uma possível candidatura em 2018, Lula afirmou que “se necessário”, voltaria a disputar a Presidência da República, fazendo do mandato presidencial mais um instrumento de luta e articulação dos interesses da classe trabalhadora.

Emocionado, disse ainda que a referência histórica conquistada pelo MST é uma base sólida para garantir muitas lutas e um forte enfrentamento aos retrocessos nos direitos de cada trabalhador e trabalhadora. Por isso, considerou o espaço como essencial, não apenas para fortalecer as lutas políticas, mas também para projetar um país novo.

Veja mais fotos no Álbum do Flickr.

As atividades do Encontro seguem até sábado (14) debatendo cultura popular, agroecologia, educação do campo e unidade nas lutas, além de planejar ações para o próximo período de luta, com foco no lançamento da campanha “Rumo aos 30 anos do MST na Bahia”, que acontecerá na sexta (13), às 20 horas.



*Editado por Rafael Soriano

quinta-feira, 12 de maio de 2016

El PCE denuncia el golpe de Estado contra el gobierno de Dilma Rousseff





Por José Luis Centella Gómez, Secretario General del PCE / 12 may 16

        Hoy Brasil pasa a integrar junto con Honduras y Paraguay la lista de países de América Latina sometidos a un golpe de estado "blando", en este caso contra el Gobierno de Dilma Rousseff. Una formula teóricamente moderada pero brutal teniendo en cuenta que seguro que en pocos meses decenas de miles de personas perderán su trabajo y derechos sociales. El hecho de realizar políticas sociales dirigidas a los sectores que el neoliberalismo había arrojado a la exclusión, y a pesar de que Dilma Rousseff ha hecho concesiones y alianzas que derivaron en políticas de ajuste impopulares, no ha sido suficiente para evitar su revocación. El PCE confía en que el pueblo de Brasil se enfrente al gobierno duro y neoliberal que viene, para defender las conquistas obtenidas y que con su lucha consiga que el golpe no funcione. Para que esa resistencia no quede aislada, la solidaridad internacional de todos los pueblos y de la izquierda mundial debe volcarse en Brasil y en apoyo a su legitimo gobierno.


Fuente - http://pce.es/secretarias/secgeneral/pl.php?id=5953

sábado, 19 de março de 2016

LULA SE MOSTRO FIRME FRENTE AL EMBATE JUDICIAL Y MEDIATICO. HUBO MARCHAS DE APOYO AL GOBIERNO EN TODO EL PAIS

Contra el golpe, con una multitud en la calle

          

           Como en sus mejores épocas, ante una manifestación mucho mayor a la esperada, el ex presidente llamó a respetar la democracia y el voto. Poco después, un juez de la Corte Suprema abiertamente opositor volvió a bloquear su nombramiento.


Por Darío Pignotti
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          Como en sus mejores épocas, Lula arenga a la multitud en defensa de la democracia en el centro de San Pablo.

“No habrá golpe”. Un Luiz Inácio Lula da Silva entero, inspirado, de camisa rojísima, habló ayer en San Pablo frente a una multitud posiblemente mayor de la esperada por los propios organizadores del acto, que seguramente cayó como un mazazo en aquellos que daban por inminente la caída de la presidenta Dilma Rousseff. “El martes le voy a llevar a Dilma una foto de este acto para que ella sepa que acá, en San Pablo, hay mucha gente queriendo que ella gobierne este país, que no va a haber golpe”, dijo Lula al cerrar su discurso, y la muchedumbre le respondió unánime “¡no habrá golpe, no habrá golpe!”.
El ex presidente, que el jueves fue nombrado ministro jefe de la Casa Civil por Rousseff, comentó que espera poder ejercer el cargo pese a la andanada de medidas cautelares disparadas por jueces y un ministro de la Corte que parecen (en realidad lo están) sincronizadas para impedirle actuar en el gabinete.
“Quiero decirles que a los que no les gustamos tenemos que convencerlos de que democracia es acatar el resultado del voto de la mayoría del pueblo brasileño”, afirmó Lula ante los militantes del PT, la Central Unica de los Trabajadores y el Movimiento de Trabajadores Rurales sin Tierra. Los responsables del evento calcularon unas 500 mil personas en la Avenida Paulista; la opositora Policía Militarizada, menos de 100 mil.
          Cientos de miles de personas se movilizaron este viernes por las principales calles y avenidas de las principales ciudades de Brasil en defensa de la democracia. Las multitudes se repitieron en ciudades tan distantes como Brasilia, Río, Fortaleza o Recife, donde los manifestantes se pronunciaron en respaldo de la democracia y contra el golpe en marcha.
          “Perdí las elecciones de 1989, 1994 y 1998 y en ningún momento salí a la calle a protestar contra el que ganó... ahora ellos creyeron que iban a ganar (en 2014), no imaginaron que Dilma les ganaría en la segunda vuelta, y allí ellos, que se dicen tan educados, no aceptaron la derrota, y hace un año y tres meses que están obstruyendo a Dilma,” dijo Lula. La oposición “intenta darle un golpe a Dilma para anticipar las elecciones; nosotros, que luchamos por la democracia, no vamos a aceptar un golpe,” señaló.
Enseguida Lula hizo una mención a las marchas destituyentes del domingo pasado donde la vestimenta dominante era el amarillo y verde, y no se toleraba alguien vestido de rojo. “Aunque se pongan la camiseta de la selección ellos no son más brasileños que nosotros que preferimos llevar ropa de color rojo como la sangre de Jesucristo”.
“Ellos –siguió con la voz que parecía un trueno– se enfadan cuando aumenta el dólar y no pueden viajar a Miami; nosotros, en cambio, viajamos a Garanhuns (interior de Pernambuco) y a Bahía”.
La comparación entre “ellos y nosotros” electrizó al público que cantó “Oeee, oee, oee, oaaaa, Lulaaa, Lulaaa”.
En los próximos días, análisis más reposados, abastecidos de números detallados, permitirán medir en su real dimensión política la concentración realizada ayer en una Avenida Paulista abarrotada. Al concluir este despacho, minutos después de iniciada la desconcentración del público, surge una evidencia: Lula confirmó ser el único político brasileño capaz de convocar tamaña cantidad de personas.
El contraste entre el ex presidente-tornero mecánico con los cardenales de la oposición no deja dudas de ello.
Cinco días antes del mitin de ayer cientos de miles de enemigos de Dilma y Lula, entre quienes había miles de simpatizantes de la dictadura militar, impidieron que hablen ante la concentración el gobernador de San Pablo, Geraldo Alckmin, y el senador Aécio Neves, bajo el grito de “corruptos”. Alckmin y Neves son dos caciques del opositor Partido de la Socialdemocracia Brasileña interesados en derrocar a Dilma para llegar al poder por la ventana. Pero ninguno de ellos goza por ahora de la simpatía popular, ni siquiera entre las clases medias que son la masa de maniobra del plan golpista.
Lejos de cualquier tipo de pluralismo, la cadena opositora Globo, que transmitió en vivo durante horas las movilizaciones destituyentes, no concedió igual cobertura al discurso de 24 minutos de Lula, durante el cual la emisora prefirió poner al aire una telenovela.
Con todo, uno de los columnistas políticos del diario O Globo, Jorge Bastos Moreno, aceptó que el evento realizado frente al Museo de Arte de San Pablo y otras 25 capitales fue más caudaloso que lo esperado por la derecha. “Es muy significativa la reacción petista, muestra que el país está dividido, es sorprendente el número de manifestantes a favor del gobierno que está en las calles del país... esto fue una ducha de agua fría para la oposición”, se sorprendió el periodista “global”.
          El líder del Partido de los Trabajadores adoptó un tono claro de rechazo al golpe sin embarcarse en nombrar a los responsables del plan para derrocar a Rousseff, algo que quedó para los otros oradores.
Contó que cuando acordó con la Presidenta ser parte del gabinete le dijo “yo no voy a exigir mucho de vos Dilma, sólo quiero que vos sonrías diez veces por día para gobernar el país con tranquilidad”.
Al inicio de su discurso confesó estar emocionado por el impresionante marco de público reunido frente al Museo de Arte de San Pablo y anunció que llegaba al gobierno de Dilma con ánimo de volver a ser “Lulinha, paz y amor”, a pesar de los ataques recibidos cotidianamente.
El último de ellos fue anunciado después del acto por el ministro de la Corte Gilmar Mendes, un declarado simpatizante del ex presidente Fernando Henrique Cardoso, que volvió a suspender el nombramiento de Lula como ministro. Y autorizó al juez Sergio Moro, el personaje más admirado por la oposición, a retomar las riendas de la investigación sobre Lula en relación al escándalo de corrupción en la petrolera Petrobras. Más temprano, un tribunal de Brasilia y otro de Río de Janeiro habían anulado los fallos que suspendían el nombramiento del líder del PT, y habilitado a Lula, finalmente por el lapso de unas horas, a ejercer el cargo en el que había jurado ayer. El tribunal regional de la capital del país había hecho lugar a la apelación presentada por el gobierno brasileño, que argumentó “falta de imparcialidad” por parte del juez Itagiba Catta Preta Neto, del Tribunal Federal de Brasilia, un abierto partidario del excandidato presidencial por la oposición, Aécio Neves.
De este escenario surge que el partido de los jueces radicalizó su plan de choque y proscripción contra Lula. Sergio Moro es quien el miércoles pasado pinchó una llamada telefónica entre Lula y Dilma y una hora después entregó la grabación a los grandes medios, que la reprodujeron insistentemente hasta que un sector enardecido saltó a las calles otra vez exigiendo el derrocamiento del gobierno.
“Moro pinchó la democracia cuando invadió a la presidenta Dilma. Moro tiene que ser castigado, pero nosotros decimos desde acá: golpistas, no pasarán”, bramó el presidente de la Central Unica de los Trabajadores, Vagner Freitas, refrendado por el público casi unánimemente vestido de rojo. Fue unos minutos antes de que Lula tomara la palabra.
Por la mañana Dilma había embestido contra las acciones ilegales del juez.
“En muchos lugares del mundo quien pincha (las llamadas de) un presidente va preso, si no tiene autorización de la Corte Suprema... Pinchen (el teléfono) del presidente de Estados Unidos para ver lo que pasa”, remató Dilma.



Fuente -http:// www.resumenlatinoamericano.org



quarta-feira, 16 de março de 2016

LULA CIERRA ACUERDO CON DILMA Y ASUMIRÁ JEFATURA DE GABINETE


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Para comprender los últimos acontecimientos en Brasil

Un texto de Tiburón Ferreira

          "Un gran saludo de un mundo de Brasil
El mundo;
Describir aquí lo que hemos sido desde el año 2002 antes de que este país nunca salió de la tierra.
Pobre no estudiaba en univerisades eran familias en las calles, los semáforos, prostituian sus crianças.Un determinado plan electoralista llamado "real" engañado gran parte de la clase media brasileña y dejar que la punta del piâmide cada vez más rico, esto es la política de la derecha mundial.
         Cada día que los estudiantes en endividávamos con un préstamo estudiantil, el FMI llegaron aquí en Brasil e hicieron lo que el salario mínimo queria, incluso el presidente de la época llamada los viejos brasileños de "vagabundos".
Cuando elegimos a Lula, los trabajadores sin un dedo en la mano, que replantear su fracaso, simplemente crea paquetes para combatir el hambre y la miseria que dominó esta nación desde 1500, fortaleció Petrobras (casi vendido por su predecesor) que causó el niño el trabajador y cocinar estudio en la universidad rica y decir más, pagó la deuda externa de Brasil con EUA.Y más le prestó dinero al FMI en la crisis inmobiliaria.
Lula está siendo perseguido por los mismos que dio el golpe de Estado en Brasil en el AT-5 en 1964, los mismos de siempre a sus hijos sus nietos están dispuestos a hacer el Brasil caminando hacia atrás y su pueblo no quiere que esto suceda, la derecha brasileña derrotaron en las pasadas elecciones no legitima la reelección de Dilma, tratar de poner a los militares en cualquier momento en la calle y junto con la TV Globo (dedicada a la evasión de impuestos a las autoridades fiscales brasileñas en casi 1 real de millones de dólares).
          Ellos quieren poner en el poder del señor de la droga peligrosa en América del Sur, el hombre que rompió el estado de Minas Gerais, Aécio Neves, el hombre que defiende el poder militar que se planeó el golpe de Estado por el diputado Jair Bolsonaro un nazisfacista, ex capitán del ejército Brasil, donde su partido tenía más de 30 miembros que participan en la operación de lavado de autos, y el dinero de este desvío fue prograssista partido, incluso Bolsonaro.
          Aécio Neves no se ajustaba con la derrota en las urnas y divide a Brasil en el norte y el sur, el aumento de la intolerancia, el racismo y el odio de la gente del noreste, pero Brasil está unido y necesitamos el apoyo del planeta, que ven los medios de comunicación brasileños obligando al golpe de Estado en Brasil, a pesar de que la ONU nunca aceptaría un gobierno golpista.
Todos los brasileños se unen en contra del golpe.
De norte a sur.
QUE VENGA!
VIVA LA REVOLUCIÓN!!!